MPSP pede a condeção de Renato Cariani por tráfico de drogasInstagram / Reprodução
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram na tarde de quarta-feira (28), o empresário reagiu ao avanço do processo e afirmou que ele e sua sócia foram vítimas de fraude.
Entenda
Segundo a investigação, além de Renato, outros dois reús que teriam participado de um esquema que desviou cerca de 12 toneladas de produtos químicos que teriam sido usados na produção de cocaína e crack. A apuração apontou também um esquema de fraudes na emissão de notas fiscais por empresas licenciadas para comercializar produtos químicos e depósitos em dinheiro vivo visando uma tentativa de simular a origem dos recursos.
Os documentos afirmam que Renato Cariani é um dos sócios da indústria qúimica Anidrol, localizada em Diadema, na Grande São Paulo. A companhia é responsável pela venda de substâncias que podem ser utilizadas em diferentes processos industriais. A investigação da Polícia Federal (PF) destacou que os produtos vendidos pela empresa foram subtraídos para o narcotráfico.
O que cada um fazia
A investigação da PF aponta todos os reús como envolvidos nos crimes de crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Contudo, um deles, que era responsável pela vendas dos produtos químicos, é indicado como intermediador e elo entre a empresa e os compradores de cocaína e crack.
No caso do terceiro, o acusado estaria exercendo trabalhos relacionados à movimentação e circulação de recursos ilícitos, onde estaria depositando valores em espécie com o objetivo de promover uma aparência correta ao produto dos crimes.
Operação
Renato Cariani foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em 12 de dezembro de 2023 para desarticular um esquema de desvio de produtos químicos controlados destinados ao refino de cocaína e crack. A indústria química Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada em Diadema (Grande São Paulo), da qual o influenciador fitness é sócio, foi o alvo principal.
O DIA tentou contato com a defesa de Renato, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue em aberto.
* Reportagem do estagiário Rodrigo Maciel, sob supervisão de Marlucio Luna.
