julgamento está previsto para 28 de janeiro. Adelmo da Silva dos Santos, conhecido como ‘Delminho Mecânico’, é acusado de envolvimento na morte de Lenon Batista Siqueira e Fernanda Souza Silva Siqueira
Após contatos com Adelmo, ficou acertado que Lenon e Fernanda iriam até o sítio onde morava Adelmo, no Muriqui, para apanhar o carro e devolver a moto –
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro marcou para 28 de janeiro de 2027 o julgamento de Adelmo da Silva dos Santos, conhecido como “Delminho Mecânico”, apontado pela polícia como o principal responsável pelo assassinato de Lenon Batista Siqueira, de 35 anos, e Fernanda Souza Silva Siqueira, de 26. O casal foi morto em novembro de 2025, em uma propriedade rural na região de Muriqui, na divisa entre Itaboraí e Tanguá.
Segundo as investigações conduzidas pela 119ª Delegacia de Polícia (Rio Bonito), Lenon e Fernanda teriam sido atraídos para uma emboscada após uma tentativa de desfazer uma negociação envolvendo a troca do carro do casal pela motocicleta de Adelmo. De acordo com a apuração policial, o acordo teria apresentado problemas porque Adelmo teria deixado de cumprir a negociação, deixando de pagar as parcelas. Após contatos com Adelmo, ficou acertado que Lenon e Fernanda iriam até o sítio onde morava Adelmo, no Muriqui, para apanhar o carro e devolver a moto.
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O casal desapareceu no dia 16 de novembro de 2025, depois de sair de casa, em Rio Bonito, para se encontrar com Adelmo. Dias depois, seus corpos foram encontrados em uma área próxima a um sítio ligado ao principal suspeito. As vítimas estavam enterradas em uma cova rasa e, segundo as investigações, apresentavam sinais de esquartejamento e carbonização.
Principal acusado permanece preso
Adelmo é o único dos investigados que permanece preso, aguardando o julgamento pelo Tribunal do Júri. No início da investigação, os pais do acusado também chegaram a ser presos, sob suspeita de participação no crime, mas não são réus no júri marcado para janeiro.
A primeira audiência de instrução ocorreu em março de 2026, no Fórum de Itaboraí. Na ocasião, testemunhas e agentes envolvidos na investigação foram ouvidos pela Justiça. Com o encerramento dessa etapa processual, o caso avançou para a fase em que será submetido ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. A sessão está prevista para 28 de janeiro de 2027, quando os jurados deverão analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa e decidir sobre a responsabilidade penal do réu.
