Roubos a pedestres aumentam 46% no Leblon, onde arqueóloga de 81 anos foi baleada

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O número de roubos a pedestres no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, aumentou 46% entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam 217 ocorrências na área da 14ª DP (Leblon), contra 149 nos oito primeiros meses de 2025.

O bairro foi palco de uma tentativa de assalto na tarde desta quinta-feira (15), quando a arqueóloga aposentada Tania Andrade Lima, de 81 anos, foi atingida por três tiros ao tentar impedir que um criminoso levasse sua bolsa.

Na contramão do resultado registrado no Leblon, os roubos a pedestres diminuíram 17% em todo o estado do Rio de Janeiro. Na capital fluminense, a redução foi de 16% no período analisado.

Roubos de celulares também aumentaram no bairro
Além dos roubos a pedestres, os registros de roubos de celulares também cresceram no Leblon. Foram 221 ocorrências entre janeiro e agosto deste ano, uma alta de 4% em relação aos primeiros oito meses de 2025.

Já os roubos de veículos apresentaram queda. A área da 14ª DP registrou quatro casos no período, metade dos oito contabilizados nos mesmos meses do ano passado.

Os dados mostram diferenças entre os indicadores criminais do bairro: enquanto os roubos a pedestres e de celulares aumentaram, os registros de roubos de veículos diminuíram.

Câmeras registraram a tentativa de assalto
Tania Andrade Lima foi baleada na Rua General Venâncio Flores. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem se aproximou da arqueóloga e tentou arrancar sua bolsa.

Durante a ação, ela caiu na calçada. Mesmo com a vítima no chão, o criminoso continuou tentando pegar seus pertences e atirou contra ela. Três homens correram para socorrê-la, enquanto o assaltante fugiu em direção a uma motocicleta conduzida por um comparsa.

Os disparos atingiram a mão, o ombro e o pescoço da professora aposentada. Ela recebeu os primeiros atendimentos de policiais militares do programa Segurança Presente e foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

Arqueóloga participou da descoberta do Cais do Valongo
Tania Andrade Lima é professora aposentada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e participou da descoberta dos vestígios do Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio.

O sítio arqueológico é um dos principais locais ligados à história da escravidão no Brasil.



Com informações da fonte
https://mancheterio.com.br/roubos-a-pedestres-aumentam-46-no-leblon-onde-arqueologa-de-81-anos-foi-baleada/

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