Run clubs crescem no Rio e fazem da corrida um esporte de comunidade

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Eu mesma comecei a correr em um run club, 13 anos atrás. Foi ali que comecei a entender que a corrida pode até ser um esporte individual, mas não precisa ser solitário. Por isso, fui conhecer o primeiro The Simple RunClub criado pela The Simple Gym, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Afinal, se a Lagoa é de graça, por que pagar para correr? Essa talvez seja a pergunta mais óbvia e necessária diante de qualquer run club. “A cidade tem uma relação muito natural com o esporte ao ar livre, convidando as pessoas a se movimentarem. Mas orientação, compromisso e grupo ajudam a transformar uma atividade eventual em hábito”, observa Gabriel Rodrigues, fundador da The Simple ao lado do irmão, Gustavo.

Eu gostei muito do que encontrei: clima leve, gente de diferentes níveis e idades e uma estrutura que faz diferença para quem precisa encaixar o treino na rotina da vida real. Chegar à Lagoa e poder guardar a bolsa, correr, tomar banho, trocar de roupa e seguir para o trabalho ou outro compromisso resolve a vida.

“Vestiários e lockers parecem elementos simples, mas têm um impacto enorme porque tornam a corrida compatível com a vida real. O aluno consegue treinar e seguir diretamente para o trabalho ou para os compromissos do dia”, explica.

A estrutura de apoio reúne lockers, recovery e uma área de convivência com o SO_LO Café (//Divulgação)
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Há ainda sauna e banheira de gelo para recuperação e uma unidade do SO_LO Café integrada ao espaço. “O maior diferencial não está em um equipamento específico. Está em reunir treino, conveniência, recovery e convivência em uma base própria. O espaço funciona tanto como infraestrutura esportiva quanto como a casa da comunidade”.

O perfil é bastante diverso. Há atletas experientes, inclusive corredores que conquistam pódios em suas categorias, muitos intermediários e um grupo crescente de iniciantes. “Esse último grupo é especialmente importante. Existe um público enorme que quer correr, mas muitas vezes não sabe como começar ou não se identifica com ambientes excessivamente voltados à performance”, diz.

A proposta é trabalhar com uma definição menos rígida de desempenho. “Temos alunos que fizeram conosco seus primeiros 5 km, 10 km, meia maratona e maratona. Cada uma dessas conquistas representa uma transformação individual diferente”, conta Gabriel.

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Da academia para as pistas — e das pistas de volta para a academia

Mulher de costas, com cabelo preso e camiseta branca Simple Runner, corre em grupo ao ar livre, segurando um celular branco para cima. O sol brilha forte ao fundo, entre as árvores, criando um clima ensolarado e ativo. Outras pessoas correm ao redor, algumas com roupas esportivas escuras, em uma rua ou pista.
Os run clubs ganharam espaço ao transformar o treino também em ponto de encontro e comunidade (//Divulgação)
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O The Simple RunClub nasceu como a primeira operação de corrida da The Simple Gym, no Rio, acompanhando uma mudança de comportamento cada vez mais evidente: a antiga divisão entre “quem faz musculação” e “quem corre” vai perdendo sentido à medida que mais pessoas combinam força e modalidades de endurance na mesma rotina. O projeto começou do zero e hoje realiza treinos presenciais três vezes por semana, com participação consistente de corredores. “Já temos uma base muito sólida. Queremos crescer, mas preservar aquilo que faz as pessoas permanecerem”, afirma Gabriel.

A troca entre as duas frentes é um dos aspectos mais interessantes do projeto. “A nossa visão sempre foi construir um ecossistema de wellness, e não produtos isolados. Já temos alunos que fazem parte simultaneamente da Gym e do RunClub e pessoas que chegaram à The Simple pela corrida e posteriormente começaram a treinar na academia. Agora queremos intensificar também o movimento inverso: apresentar a corrida para uma parcela maior dos alunos que já estão dentro da Gym”, explica Gabriel.

A integração também faz todo o sentido do ponto de vista esportivo. “Nossa visão é que um corredor não deveria pensar apenas em correr. Força, mobilidade e recuperação são fundamentais para performance, longevidade e prevenção de lesões”, completa.

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Na prática, o movimento já acontece nos dois sentidos: alunos da academia experimentam a corrida, enquanto corredores que chegaram pelo RunClub passam a utilizar outros serviços da The Simple. Cada frente tem seu planejamento próprio, mas a intenção é aproximá-las cada vez mais. “A infraestrutura já permite que o aluno incorpore esses diferentes pilares à sua rotina. O próximo passo é aprofundar essa integração também do ponto de vista técnico, aproximando as equipes e a jornada do aluno”.

Grupo de pessoas correndo em uma pista asfaltada à beira de um lago, com montanhas e prédios ao fundo. O homem em primeiro plano veste camiseta branca, shorts cinza e óculos escuros, sorrindo. O céu está azul com nuvens esparsas, e há postes de iluminação e lixeiras laranja na paisagem
Entre uma volta e outra na Lagoa, estrutura e praticidade ajudam a encaixar a corrida na vida real (//Divulgação)
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Quando o treino termina, a comunidade fica

Espero que a moda pegue por aqui, porque os run clubs ganharam força nos últimos anos. Segundo o Strava, a participação em clubes de corrida cresceu 59% em 2024 e, em 2025, o número de running clubs na plataforma chegou a 3,5 vezes o patamar anterior.

E o que explica esse crescimento é um fator para muito além do treino. “Hoje já vemos amizades que nasceram dentro do RunClub e viraram viagens, provas e programas que não têm nenhuma relação direta com o treino. Quando isso acontece, sabemos que o clube deixou de ser apenas uma assessoria esportiva.”

Esse novo comportamento já chama a atenção das empresas esportivas. O The Simple RunClub mantém parceria com a suíça On, com ações que incluem test runs, experimentação de produtos, eventos, treinos especiais e conteúdo.

Grupo de aproximadamente 40 pessoas, homens e mulheres, posando para foto em frente a um restaurante com montanhas e árvores ao fundo. A maioria veste roupas esportivas claras, alguns seguram pequenos objetos retangulares. O chão é de terra batida com algumas manchas de grama
Corredores de diferentes níveis dividem o mesmo espaço — e mostram que pertencimento também faz parte da corrida (//Divulgação)

“A parceria nasceu de uma afinidade natural entre as marcas. Existe proximidade de linguagem, estética e público, mas principalmente uma visão parecida sobre a relação entre performance, experiência e comunidade”, conta Gabriel.

Para quem quiser experimentar

Atualmente, os treinos presenciais do Track Run acontecem às terças e quintas-feiras, das 6h às 8h, e aos sábados, das 6h às 9h.

O plano custa R$ 447 por mês na modalidade mensal ou R$ 397 mensais no semestral. O Online Run, com acompanhamento e planejamento de corrida a distância, custa R$ 347 no mensal ou R$ 297 mensais no semestral. Há ainda o Club Access, para quem quer utilizar a base física e a estrutura de recuperação, com os mesmos valores do Online Run. Quem quiser conhecer o formato antes de aderir, pode agendar uma experiência gratuita no Track Run, mediante disponibilidade.

O primeiro The Simple RunClub também funciona como laboratório para os próximos passos da marca. Com a expansão da The Simple Gym para São Paulo, a cidade surge como caminho natural para o conceito.

Fachada de um estabelecimento The Simple Run com parede de ripas de madeira e balcão metálico. O teto é um pergolado de madeira e metal branco. À direita, uma árvore grande e armários cinzas, com um gramado verde ao fundo
Do treino ao café, a experiência dos novos run clubs vai além dos quilômetros percorridos. (//Divulgação)

“Entramos em uma fase em que queremos transformar o que aprendemos nessa unidade em um modelo cada vez mais escalável. São Paulo é um caminho natural com a chegada da The Simple Gym à cidade, e também enxergamos oportunidades de levar o conceito para outros pontos”, adianta Gabriel.

A ambição, diz, vai além da corrida. “No longo prazo, queremos construir uma plataforma de endurance dentro do ecossistema The Simple, combinando treinamento, performance, recovery, experiência e comunidade. Existem outras modalidades que podem fazer parte dessa visão no futuro.”



Com informações da fonte
https://vejario.abril.com.br/coluna/aline-salcedo/run-clubs-crescem-no-rio-e-fazem-da-corrida-um-esporte-de-comunidade/

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