O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) começa nesta quinta-feira (17) a preparar cerca de 42 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das eleições gerais de 2026, marcado para 4 de outubro. O processo, que inclui equipamentos de votação e de contingência, será concluído até 29 de setembro.
A preparação das urnas ocorre em duas etapas: geração de mídias e carga, testes e lacração dos equipamentos. O procedimento é acompanhado por entidades fiscalizadoras e faz parte das medidas de segurança adotadas pela Justiça Eleitoral.
Como funciona a preparação das urnas
A primeira etapa é a geração de mídias, realizada em audiência pública. Nessa fase, são gravados em dispositivos eletrônicos os dados necessários para o funcionamento das urnas.
São produzidos três tipos de mídia:
Mídia de carga: reúne informações como o número da seção eleitoral, os eleitores aptos a votar e a lista de candidatos;
Mídia de votação: armazena os votos registrados durante o período de votação;
Mídia de resultado de votação: registra o resultado da seção para posterior envio ao sistema de totalização.
Urnas passam por testes e lacração
Na segunda fase, os dados são inseridos nas urnas durante cerimônias públicas realizadas em ambiente controlado. Participam do acompanhamento representantes de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e de outras entidades autorizadas pela legislação eleitoral.
As entidades fiscalizadoras podem verificar a integridade e a autenticidade dos sistemas instalados nos equipamentos, além de selecionar até 6% das urnas para procedimentos de conferência. Também é possível realizar demonstrações de votação e verificar visualmente os dados de candidatos e partidos.
Depois da inserção dos dados, as urnas passam por testes para confirmar o funcionamento dos componentes. Ao final, todas as portas de acesso físico são lacradas com selos especiais produzidos pela Casa da Moeda do Brasil. Os lacres permitem identificar possíveis tentativas de violação.
Segurança das urnas eletrônicas
Segundo a Justiça Eleitoral, as urnas não são conectadas a redes externas em nenhuma etapa da preparação, da votação ou do período posterior ao pleito. Com isso, não existe conexão externa que permita interceptação de dados ou ataques pela internet.
Após a preparação, os equipamentos são armazenados em locais seguros e transportados para os locais de votação no fim de semana das eleições. As urnas também contam com mecanismos que impedem o funcionamento antes da data e do horário programados.
Outro sistema de proteção permite que apenas programas oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam reconhecidos e executados. Antes da votação, urnas sorteadas passam ainda por verificações de integridade e autenticidade dos sistemas, em um procedimento semelhante a uma perícia digital.
