Mulheres foram obrigadas a andar por ruas da comunidade pedindo desculpasReprodução/ Redes Sociais
O crime aconteceu em maio e foi registrado e divulgado pelos próprios traficantes nas redes sociais. Para a polícia, a exposição das vítimas fazia parte de uma estratégia de intimidação dos moradores e demonstração de força da facção que atua na região.
Após as agressões, as duas mulheres precisaram de atendimento médico e deram entrada no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. Em depoimento, uma delas afirmou ter sido espancada por ser amiga da outra vítima, que seria acusada de aplicar golpes na comunidade.
Em junho, policiais deflagraram uma operação contra 14 investigados por envolvimento no caso. Três suspeitos foram presos, entre eles um dos executores das torturas. Houve ainda a apreensão de uma máquina de cortar cabelo utilizada no crime.
Secretaria de Polícia Penal informa medidas adotadas
“Tão logo foi detectada a participação do interno no crime, ele foi imediatamente transferido para a Penitenciária Laercio da Costa Pellegrino (Bangu 1), onde ficou em isolamento. Um procedimento apuratório foi instaurado e, devido ao cometimento de falta disciplinar grave, o preso terá 180 dias de rebaixamento de comportamento. A Seppen vai solicitar, ainda, a mudança para o Regime Disciplinar Diferenciado à Vara de Execuções Penais.”
A secretaria acrescentou que mantém fiscalização constante nas unidades prisionais e reforçou o compromisso com a transparência pública e o controle da legalidade no sistema prisional fluminense.
As investigações foram concluídas, e Mumu e os outros três envolvidos foram indiciados pelos crimes de tortura, tráfico de drogas, associação para o tráfico e domínio social estrutural.
A reportagem de O DIA não localizou a defesa do detento. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral
