Empresário de David, do Vasco, nega relação do atacante com o crime: ‘Não tem nada. Não precisava dessa tempestade’

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O atacante do Vasco da Gama David Corrêa, conhecido como DVD, chega à 14ª DP no Rio de Janeiro — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo


O empresário André Cury, que cuida da carreira de David Corrêa, o DVD, negou ao blog qualquer envolvimento do jogador do Vasco com o crime organizado, após a deflagração de uma operação policial que resultou em busca e apreensão na casa do atacante e no CT do clube.

O agente está a caminho do Rio de Janeiro e informou que David já prestou esclarecimentos à Polícia Civil e foi liberado para o treino no Vasco. No clube, fontes indicaram ao blog que David chegou para as atividades depois da ida de policiais ao CT e que a situação já foi normalizada por lá.

– Não tem nada, ele já foi treinar. Já esclareceu e foi embora. Não há qualquer risco para ele. David é profissional. Para pedir esclarecimentos não precisava mandar busca e apreensão, fazer toda essa tempestade – lamentou André Cury.

Segundo o empresário, David tem origem humilde como quase todos os jogadores de futebol no Brasil e veio da periferia, o que não quer dizer que ele tenha envolvimento com o crime organizado.

– Parece que foram lá para prender os caras de uma facção. O jogador nasce na periferia, os amigos são de lá, os que não viram jogador viram o que? Normalmente, 30% dos amigos vão pro lado errado. O cara não fez p… nenhuma – completou Cury.

A ação é decorrente de investigação da Polícia Civil do Espírito Santo. Quatro pessoas foram presas durante a operação, nenhuma delas jogadores de futebol. Dois mandados foram cumpridos contra alvos que estavam em liberdade — um deles também foi preso em flagrante por posse de arma de fogo. Outros dois mandados foram cumpridos contra indivíduos que já estavam presos.

No Rio de Janeiro, a ação é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC). Na casa de David, foram apreendidos celulares e outros pertences. Procurada, a assessoria de imprensa do Vasco da Gama informou que colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações.

A operação reúne as polícias civis dos estados no cumprimento de medidas judiciais e no combate a organizações criminosas com atuação interestadual. As diligências ocorrem em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. Há ainda alvos no Rio de Janeiro, em Goiás e no Distrito Federal.

O objetivo é cumprir quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Os alvos são investigados pela prática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro.

A ação mobiliza aproximadamente 100 policiais e conta com o apoio operacional da Superintendência de Políica Especializada (SPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer). O nome “Operação A Tropa” foi dado em referência à autodenominação utilizada pelos próprios investigados ao se referirem ao grupo criminoso.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/blogs/diogo-dantas/coluna/2026/08/empresario-de-david-do-vasco-nega-relacao-do-atacante-com-o-crime-nao-tem-nada-nao-precisava-dessa-tempestade.ghtml

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