Garotinho chega ao terceiro vice, perde ex-advogado e vê candidatura se esvaziar

Boletim RJ
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Garotinho entre Elaine Gonçalves, que desistiu de ser sua vice, e Victor Travancas, ex-advogado que deixou de representá-lo. Foto: Reprodução

A candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao Governo do Rio enfrenta mais um capítulo de desgaste. Depois de perder dois candidatos a vice, o ex-governador anunciou o policial militar reformado André Monteiro como o terceiro nome escolhido para compor sua chapa.

O primeiro indicado foi o coronel da reserva da Polícia Militar Venâncio Moura. A composição não avançou após o Democracia Cristã decidir apoiar Eduardo Paes (PSD).

Depois, Garotinho anunciou a major Elaine Gonçalves, que desistiu da disputa na véspera do início oficial da campanha. Agora, André Monteiro deixou a corrida pelo Senado para assumir a vaga.

A nova escolha, entretanto, não encerrou a crise.

Victor Travancas, advogado, mestre e doutor em Direito Constitucional e ex-subsecretário de Compliance do Estado, deixou de representar Garotinho e se posicionou publicamente contra a escolha do novo vice.

“André Monteiro não tem experiência nem currículo para enfrentar os problemas do estado. Lugar de policial concursado é no quartel”, afirmou Travancas.

A declaração tem peso político por partir de alguém que, até recentemente, integrava a defesa de Garotinho, mantinha proximidade com o candidato e chegou a ser apontado nos bastidores como uma possível opção para a própria vaga de vice.

O episódio mostra que o problema já não se resume à dificuldade para preencher a chapa. Garotinho chega ao terceiro nome para vice enquanto perde aliados, enfrenta questionamentos jurídicos sobre sua elegibilidade e demonstra dificuldade para construir uma candidatura minimamente estável.

O desgaste também começa a aparecer nas redes sociais. Pessoas que anteriormente declaravam voto em Garotinho agora afirmam publicamente que, diante de tantas desistências, trocas e reviravoltas, Eduardo Paes representa uma alternativa mais segura para o Governo do Estado.

Essas manifestações não substituem pesquisas eleitorais, mas revelam uma mudança de percepção que preocupa a campanha.

Afinal, se Garotinho não consegue transmitir estabilidade nem mesmo na montagem de sua própria chapa, o que o eleitor pode esperar de um eventual governo?

Enquanto Garotinho tenta reorganizar a candidatura e conter novas perdas, Eduardo Paes amplia apoios, atrai antigos eleitores dos adversários e consolida sua posição como o nome mais competitivo na corrida pelo Palácio Guanabara.

A campanha mal começou, mas Garotinho já acumula dois vices perdidos, um terceiro nome improvisado, o afastamento de um advogado que integrava sua defesa e sinais de fuga de eleitores.

Se a candidatura já é marcada por tanta incerteza, imagine o governo.

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