As relações entre crime organizado e o setor de combustíveis parecem cada vez mais estreitas no Rio de Janeiro; ao menos, é o que indica o histórico recente de ações policiais no estado. Nos últimos dez meses, foram nove operações, que colocaram sob investigação R$ 40 bilhões movimentados pelo setor.
O levantamento foi realizado pelo jornal “O Globo”. A pesquisa revela que os valores em espécie que postos de gasolina são capazes de movimentar atraem facções criminosas, milícias, integrantes do jogo do bicho e agentes públicos interessados em dar aparência de legalidade a valores obtidos por corrupção e outras atividades criminosas.
No total, foram 109 mandados de busca e apreensão e 25 de prisão nas ações ligadas ao setor de combustíveis.
A movimentação de dinheiro em espécie também é um dos fatores que mais dificultam o rastreio do dinheiro pelos órgãos de fiscalização. Além disso, as fraudes “clássicas” de postos de gasolina, como adulteração de bombas, também facilitam a lavagem de dinheiro.
Segundo dados do Instituto Combustível Legal (ICL), cerca de mil postos — quase metade dos registrados no estado — estão sob suspeita de envolvimento com organizações criminosas.
A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) também identificou que 95% dos postos do Rio apresentavam algum tipo de irregularidade. Considerando somente os que não cumpriam exigências do registro obrigatório sobre movimentação de combustíveis e volume de vendas, eram 1.744. A maior parte deles fica na capital (636 postos), em Campos dos Goytacazes (86) e em São Gonçalo (81).
Agentes políticos acusados de envolvimento com esquemas no setor de combustíveis
Agentes públicos com participação política também são investigados pelo envolvimento com esses esquemas. A sexta fase da Operação Unha e Carne (PF), por exemplo, teve como alvos Marcus Amim, delegado e ex-secretário da Polícia Civil, e Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado.
Antes, a quarta fase da mesma operação prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), sob a acusação de utilizar uma rede de postos de combustível para lavar dinheiro proveniente de um esquema de direcionamento de licitações e contratos públicos na área da Educação do estado.
Com informações de “O Globo“.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/rio-setor-de-combustiveis-r-40-bilhoes/

