Da nomeação polêmica ao pedido de saída: o histórico do delegado Marcos Cipriano, exonerado do Instituto Rio Metrópole nesta quarta-feira (15)

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O governo do estado publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (15) a exoneração, a pedido, do delegado de Polícia Civil Marcos Cipriano do cargo de assistente II no Instituto Metrópole. Ele havia sido cedido à autarquia em novembro do ano passado, em uma nomeação que chamou a atenção devido ao histórico do policial, que responde a graves acusações na Justiça, embora ainda não tenha condenção.

Marcos Cipriano atua como delegado há mais de 20 anos e já ocupou o comando de várias delegacias. Desde 2021, passou a ser investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por suspeita de integrar a quadrilha do bicheiro Rogério de Andrade.

Trajetória recente de Cipriano

O policial se tornou alvo da atenção midiática e judicial nos últimos anos. Ele foi preso na Operação Calígula em maio de 2022 sob a acusação de integrar uma suposta organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar. Segundo o Ministério Público do Rio (MPRJ), Cipriano teria intermediado um encontro para facilitar a liberação de máquinas caça-níqueis apreendidas.

Ainda em 2022, após denúncias do MPRJ de que Cipriano estaria utilizando celular dentro da prisão para supostamente tentar interferir nas investigações e intimidar testemunhas com o auxílio de familiares, a Justiça determinou temporariamente a transferência do delegado para um presídio de segurança máxima. A defesa, na ocasião, contestou as acusações.

Já em 2023, após mais de um ano detido, a Justiça concedeu liberdade a Cipriano para garantir a isonomia em relação a outros réus do processo. Ele passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana.

O imbróglio político e administrativo

A indicação do delegado para cargos públicos já havia sido objeto de disputa jurídica anteriormente. Em 2021, ele foi indicado pelo governo estadual e aprovado pela Alerj para atuar como conselheiro da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio (Agenersa).

No entanto, em agosto de 2022, a 4ª Vara da Fazenda Pública anulou a indicação. Embora o magistrado tenha reconhecido o “notável saber jurídico” do delegado, considerou inviável sua permanência no cargo diante da falta de “insuspeita idoneidade moral” exigida pela lei para agências reguladoras, em virtude de sua prisão preventiva à época.

A decisão judicial ressaltou que o impedimento de acusados de crimes graves em cargos de alto escalão não viola o princípio constitucional da presunção de inocência.

Cargo de assistente no Instituto Rio Metrópole

Mesmo respondendo ao processo em liberdade, a cessão do servidor da Secretaria de Estado de Polícia Civil para o Instituto Rio Metrópole foi autorizada e oficializada com retroatividade a 25 de novembro de 2025.

Menos de oito meses após assumir a função de assistente II na autarquia, o próprio delegado solicitou, nesta semana, o desligamento do cargo administrativo.

COM FABIO MARTINS.

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Com informações da fonte
https://temporealrj.com/marcos-cipriano-exonerado-rio-metropole/

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