Ramal Silvestre dos bondes de Santa Teresa volta a operar após quase 20 anos

Boletim RJ
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Após quase duas décadas sem funcionamento, o Ramal Silvestre do sistema de bondes de Santa Teresa, que completa 130 anos em setembro deste ano, voltou a operar nesta quinta-feira (12). O trecho, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) desde 1988, passou por obras de revitalização e volta a conectar a Rua Almirante Alexandrino ao ponto final do bondinho, retomando uma ligação histórica do tradicional meio de transporte carioca.

Os testes sem passageiros tiveram início no último dia 1º de junho. A partir de agora, o ramal entra em uma nova fase de operação assistida, com circulação monitorada e avaliação da demanda de passageiros.

Segundo a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, o mês de junho será dedicado a ajustes operacionais, treinamento das equipes e orientação dos usuários sobre o novo trecho.

Durante a fase de testes, os bondes vão circular às 10h, 11h, 14h e 15h.O período servirá para avaliar a demanda de passageiros e definir os horários de funcionamento do ramal. A expectativa é que as informações sobre a operação regular sejam divulgadas até julho.

Responsável pela operação dos bondes, a Central Logística participa dos trabalhos de reativação do ramal e dos ajustes necessários para o início da operação regular. Segundo o presidente da empresa, Wilson Alcoforado, o processo vem sendo desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana.

“Estamos trabalhando em parceria com a Secretaria de Transportes para entregar à população o melhor serviço possível”, afirmou Alcoforado.

O vice-presidente da Associação do Polo Gastronômico, Turístico e Cultural de Santa Teresa (AmeSanta), Osmar Calixto, ressaltou a importância da recuperação do percurso histórico.

“A chegada do Bonde de Santa Teresa até o Silvestre após décadas, além de restaurar todo o trajeto original centenário vai proporcionar ao turista uma experiência ímpar. É um percurso por dentro da Mata Atlântica”, disse o morador do bairro.

Conexão histórica
A possibilidade de conexão entre o sistema de bondes e a estação do Trem do Corcovado, desativada desde a década de 1960, está sendo estudada pelo Governo do Estado em conjunto com a concessionária responsável pelo serviço.

Além de beneficiar moradores da região, a retomada do trecho poderá ampliar as opções de deslocamento para turistas que visitam Santa Teresa. Ainda não há, porém, previsão para a implantação da conexão.

Atualmente, o sistema de bondes de Santa Teresa opera com quatro veículos em circulação, enquanto outros quatro passam por manutenção. O Governo do Estado também estuda a aquisição de novos bondes para ampliar a capacidade de atendimento do sistema, mas ainda não divulgou prazos para a renovação da frota.

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