O empresário mexicano Gabriel de Alba comentou pela primeira vez sobre o futuro do Botafogo após estar próximo de se tornar o mais novo líder da SAF alvinegra. Ele é o fundador e sócio-gerente da GDA Luma Capital Management, empresa norte-americana que assinou um acordo vinculante com o clube para a compra do controle da SAF, nesta sexta-feira.
“Vamos crescer o Botafogo como uma instituição de referência, com grandes conquistas esportivas e a mais alta reputação corporativa do Brasil e das Américas. Com união, disciplina, transparência e ambição, construiremos um clube que orgulhe seus torcedores dentro e fora de campo!!”, disse ao GLOBO.
Botafogo, SAF e GDA Luma assinaram nesta sexta-feira um acordo vinculante para a venda do controle da SAF alvinegra ao grupo norte-americano. O documento formaliza a proposta que vinha sendo negociada nas últimas semanas e representa um passo importante para a saída da Eagle Football da operação. A oferta aceita prevê um valor total de US$ 105 milhões, dos quais US$ 25 milhões serão abatidos por conta de um empréstimo já existente. Na prática, o aporte novo será de US$ 80 milhões.
Com a assinatura concluída, o próximo passo é a negociação entre Botafogo e Lyon para definir o tratamento da dívida ligada ao caixa único da Eagle Football. Esse é considerado o principal ponto pendente antes da transferência efetiva do controle acionário. A partir daí, a expectativa é que a Eagle abra mão das ações da SAF para que elas sejam transferidas à GDA Luma.
Superada essa etapa, as partes devem avançar para um acordo global envolvendo todos os envolvidos na operação, o que permitirá o encerramento das disputas judiciais em curso. Nos bastidores, há avaliação de que as conversas seguem em tom positivo, embora ainda exista uma negociação em torno dos valores que caberão ao Lyon dentro do processo de separação patrimonial entre os clubes do grupo. A informação foi dada pelo Canal do Manel e confirmada pelo GLOBO.
A expectativa dos dirigentes envolvidos é concluir toda a transição até o fim da Copa do Mundo. O entendimento no Botafogo é que a operação pode ser resolvida por consenso, mas não está descartada uma disputa mais dura caso a Eagle faça resistência às condições financeiras discutidas. Paralelamente, o clube já solicitou que os transfer bans sejam incluídos na recuperação judicial, aguardando uma resposta sobre o tema. O único caso considerado fora desse escopo é o do atacante Rwan Cruz, cuja pendência é anterior ao processo de recuperação.

