Prédio histórico da antiga Esso, no Centro, será ocupado pela Rede D’Or

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Um edifício histórico do Centro do Rio, que já foi sede da Esso por décadas, será ocupado pela Rede D’Or. O grupo hospitalar fechou a locação do Edifício Standard, na Avenida Presidente Wilson, para instalar uma nova unidade do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Com cerca de 8,5 mil metros quadrados de área, o prédio será alugado por cinco anos. O valor do contrato gira em torno de R$ 80 por metro quadrado, patamar considerado dentro da média para imóveis corporativos da região central.

A nova unidade será a terceira do IDOR na cidade. O instituto já mantém instalações na Glória e em Botafogo.

O edifício pertence à Arch Capital, por meio do fundo imobiliário AIEC11, e foi desocupado recentemente após a saída do Ibmec, que transferiu suas atividades para Botafogo no fim de 2025.

Construído em 1935, o imóvel é um exemplo clássico da arquitetura Art Déco no Rio. O projeto é assinado pelo arquiteto inglês Robert Prentice, também responsável pela Central do Brasil. A fachada do prédio é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

O edifício passou por um retrofit concluído em 2007, quando foi adaptado para uso educacional em projeto da BN Engenharia feito para o Ibmec.

O fato de o imóvel já ter sido ocupado por uma instituição de ensino pesou na escolha da Rede D’Or, já que a estrutura já conta com configuração de salas de aula.

A expansão ocorre em um momento em que faculdades da área de saúde buscam ampliar seus espaços físicos após mudanças na legislação que restringem a oferta de cursos à distância no setor.

A ocupação também reforça a vocação comercial do Centro do Rio, mesmo com os incentivos da prefeitura para converter antigos prédios corporativos em residenciais por meio do programa Reviver Centro.

O Edifício Standard chegou a ser sondado para esse tipo de conversão. A incorporadora Azo, responsável pelo retrofit do histórico prédio A Noite, na Praça Mauá, chegou a negociar a compra do imóvel, mas as conversas não avançaram.

Apesar das mudanças urbanísticas na região, o Centro ainda atrai empresas por concentrar grande oferta de transporte e serviços — além da escassez de grandes lajes comerciais em outras áreas da cidade.

Nos últimos meses, por exemplo, o Nubank locou quase 7 mil metros quadrados no Vista Mauá e a ESPM retomou atividades em sua unidade no Centro.

Com informações do Metro Quadrado.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/predio-historico-esso-centro-rededor/

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