O brasileiro anda mais disposto a encher a taça: vinhos e espumantes movimentaram R$ 9,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. No Rio, a rede Guanabara aproveita o momento para fazer a 1ª edição do seu Wine Festival, de 30 de setembro a 1º de outubro, no Vogue Square, na Barra, e em 3 de outubro, na AABB, no Leblon. A curadoria é do sommelier Dionísio Chaves, que costuma dizer que seu trabalho é “o de um garimpeiro que encontra joias preciosas para cada faixa de preço. A ideia de que vinho bom precisa ser caro já não se sustenta. Existem grandes achados em todos os níveis. A proposta é tornar essa experiência simples, leve e prazerosa”.
São mais de 30 produtores e enólogos e 300 rótulos e, entre as curiosidades está um vinho laranja chileno feito de uvas brancas fermentadas em contato com as cascas, o que dá a coloração diferente. Para quem prefere um tinto de ocasião especial, há o Virna Barolo Cannubi 2020, que pode passar dos R$ 600 — claro, nem chega perto do Château Petrus da safra também de 2020, a mais ou menos R$ 62 mil a garrafa. O roteiro ainda inclui uvas pouco conhecidas por aqui, como a francesa Mauzac e a Carricante, cultivada nas encostas do vulcão Etna, na Sicília.
O público também poderá conversar com produtores, entre eles o italiano Matteo Bernabei, em sua primeira visita ao Brasil, a argentina Paula González e o espanhol Sergio Fiorentini, ou seja, a proposta é provar e perguntar.
Em agosto, também aconteceu no Rio a 10ª edição da ViniBraExpo, maior festival do vinho brasileiro, reforçando o engajamento do público local com a produção nacional e internacional.
