Crianças participantes da oficina de Teatro do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos também formaram plateia no tradicional evento
Nove crianças, participantes da oficina de Teatro do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), dos Cras (Centros de Referência de Assistência Social) Vila Brasília e Vila Rica, em Volta Redonda, dividiram o palco do Teatro Gacemss nessa quarta-feira (7). O grupo integrou o elenco de “A Cigarra e a Formiga”, espetáculo do SCFV, por meio do facilitador Washington Kellington, apresentado durante a 17º edição do Festival Gacemss da Criança, na Vila Santa Cecília. Foi a primeira vez que participantes de uma oficina de Teatro de um Cras integraram a programação do tradicional festival.
“Foi muito emocionante ver esse grupo ocupando um palco profissional. O teatro trabalha expressão, convivência, criatividade e autoestima, e levar esse aprendizado para um festival como o Gacemss ampliou muito essa experiência. Foi um elenco diverso, com diferentes idades e histórias, e todos tiveram a oportunidade de mostrar que a arte é para todos”, destacou o facilitador Washington Kellington, responsável pelo grupo do SCFV, da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas).
Além dos participantes que subiram ao palco, outras crianças do Cras Vila Brasília acompanharam a apresentação na plateia. Assim, os usuários puderam conhecer o Teatro Gacemss e vivenciar o festival de diferentes formas: alguns atuando e outros assistindo o espetáculo.
“Quando oferecemos uma oficina de teatro dentro de um Cras, não estamos oferecendo apenas uma atividade. Estamos criando possibilidades de convivência, descoberta e desenvolvimento. Ver esse grupo chegando ao palco do Gacemss, reunindo diferentes idades e experiências, mostrou a força da inclusão e o quanto a cultura pode ampliar horizontes”, afirmou a secretária municipal de Assistência Social, Rosane Marques.
Diferentes gerações no mesmo palco
Com duração de aproximadamente 50 minutos e classificação livre, “A Cigarra e a Formiga” apresentou uma releitura da conhecida fábula, abordando temas como trabalho, planejamento e responsabilidade. A montagem também utilizou música e teatro para construir a história e aproximar o público da proposta do espetáculo.
A diretora do Departamento de Proteção Social Básica da Smas, Cristiane Alves, destacou o papel das oficinas na descoberta de novas habilidades e possibilidades de participação.
“Os Cras são espaços de convivência e de desenvolvimento de potencialidades. Quando uma pessoa participa de uma oficina de teatro, ela desenvolve muito mais do que técnicas de interpretação. Aprende a se expressar, a ouvir o outro, a trabalhar em grupo e a acreditar nas próprias possibilidades. Essa apresentação mostrou justamente isso e ainda reuniu diferentes gerações em uma mesma atividade”, explicou Cristiane.
O palco do Teatro Gacemss foi o ponto de partida para a programação do Mês das Crianças do SCVF, ministrado pelo facilitador Washington Kellington. Depois da apresentação no festival, o espetáculo será levado a outros espaços da rede socioassistencial, incluindo outros Cras e o Centro-Dia, ampliando o acesso dos usuários à atividade cultural.
Uma experiência para além da oficina
A participação no Festival Gacemss da Criança aproximou o trabalho realizado nas oficinas do SCFV, dos CRAS, de uma experiência diferente da rotina dos equipamentos. Para os participantes, o desafio foi sair do espaço onde desenvolvem as atividades e encarar um palco de teatro diante do público.
A presença de diferentes gerações no elenco também deu um significado especial à apresentação. Crianças e uma pessoa idosa compartilharam a mesma experiência artística, cada um contribuindo com sua vivência para a construção do espetáculo.
Na 17ª edição do festival, os usuários da Assistência Social não foram ao Teatro Gacemss apenas para assistir a uma apresentação. Pela primeira vez, chegaram ao palco e passaram a fazer parte da história do evento.
Fotos Cleber Silva – Smas.
Secom/PMVR

