São 769 candidatos para apenas 46 cadeiras de deputado federal. Estado tem a terceira maior concorrência do país; média nacional é de 14,4 nomes por vaga
Se você acha que a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados está apertada no Rio de Janeiro, os números confirmam: 769 candidatos estão na corrida pelas 46 cadeiras destinadas ao estado. Na prática, são 16,7 candidatos disputando cada vaga.
O Rio aparece em terceiro lugar entre os estados com maior concorrência, atrás apenas do Distrito Federal, com 20,5 candidatos por cadeira, e do Amazonas, com 17. Os dados são baseados em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 22 de setembro.
No Brasil, 7.385 candidatos aptos disputam as 513 vagas da Câmara, uma média de 14,4 concorrentes por cadeira. Ou seja: a briga eleitoral no Rio está acima da média nacional.
Quase 17 candidatos para cada cadeira
A conta ajuda a dimensionar o tamanho da disputa: para cada deputado federal que conseguir uma das 46 vagas do Rio, haverá, em média, outros 16 candidatos que ficarão pelo caminho.
E o número chama ainda mais atenção quando comparado a estados com bancadas do mesmo tamanho. A intensidade da disputa não depende apenas da quantidade de vagas disponíveis.
Mesmo com o mesmo número de cadeiras, a concorrência varia bastante entre os estados. O Distrito Federal tem oito vagas e 164 candidatos, uma média de 20,5 por cadeira. Já Amapá e Tocantins, com oito vagas cada, têm 86 candidatos — 10,8 por vaga.
São Paulo tem mais candidatos, mas disputa proporcionalmente menor
São Paulo lidera em número absoluto de candidaturas, com 1.075 candidatos. Mas, como possui a maior bancada da Câmara, com 70 deputados, a relação cai para 15,4 candidatos por vaga.
Minas Gerais tem 718 candidatos para 53 cadeiras, uma média de 13,5 por vaga. Na Bahia, são 507 candidatos para 39 vagas, ou 13 por cadeira. No Paraná, 405 nomes disputam 30 vagas, também uma relação de 13,5 candidatos por vaga.
Menos candidatos que em 2022
Apesar da disputa acirrada, o número total de candidatos à Câmara caiu em relação à eleição de 2022.
Naquele ano, 9.477 candidatos estavam aptos. Agora, são 7.385 — uma redução de 2.092 nomes, ou 22,1%.
O TSE registra atualmente 7.801 candidaturas a deputado federal, mas 416 estão inaptas e não entram na conta dos concorrentes efetivamente considerados no levantamento.
E não basta contar candidatos
A quantidade de concorrentes por vaga mostra o tamanho da disputa, mas não significa que todos tenham as mesmas condições eleitorais.
Na eleição proporcional, a distribuição das cadeiras depende também dos votos recebidos pelos partidos e federações. Por isso, 16,7 candidatos por vaga é uma medida de concorrência, não uma previsão de quem será eleito em função dos votos que receber.
- Com informações do Congresso em Foco
