Uma mulher é procurada pela Polícia Civil suspeita de envolvimento em uma série de golpes que teriam causado prejuízo superior a R$ 1 milhão. A Justiça decretou a prisão preventiva de Luana Oliveira Franco da Rosa, de 28 anos, mas ela ainda não foi localizada pelos investigadores. Pelo menos cinco vítimas foram ouvidas no caso, segundo a polícia. As informações são do g1.
De acordo com a investigação, a suspeita teria contratado financiamentos de veículos em nome de terceiros, sem o conhecimento ou consentimento dos titulares. Luana também teria pedido dinheiro emprestado a pessoas de seu círculo de convivência, com a promessa de devolver os valores. Segundo os relatos reunidos pela polícia, os pagamentos não foram feitos.
Ainda conforme a investigação, Luana se aproximava de parentes e conhecidos para obter documentos, celulares e informações bancárias. Uma das vítimas é uma mulher de 72 anos, que conhecia a investigada havia mais de dez anos. As duas mantinham proximidade, e Luana frequentava a casa dela.
A polícia afirma que a suspeita apresentava diferentes justificativas para obter documentos e acessar dados bancários, como problemas cadastrais, pagamento de dívidas e outras despesas. Em alguns casos, as vítimas teriam realizado reconhecimento facial e entregue o celular a Luana. A partir desses acessos, teriam sido feitas operações financeiras sem autorização dos titulares.
A investigação apura a possibilidade de que Luana tenha ido para Santos (SP) ou esteja em Cruzeiro (SP). Os agentes continuam as buscas e tentam identificar outras possíveis vítimas. O caso tramita na Justiça de Itanhandu e envolve investigação por estelionato.
Ao g1, o escritório Firmino Advocacia, responsável pela defesa de Luana, afirmou que ela compareceu voluntariamente à Delegacia de Polícia de Itanhandu em 3 de setembro para prestar esclarecimentos. Segundo os advogados, a prisão preventiva foi decretada em 16 de setembro, poucos dias após o comparecimento espontâneo.
A defesa também afirmou que Luana nunca se recusou a colaborar com as autoridades, considera a prisão desnecessária e sustenta que não há elementos concretos que justifiquem a medida. Os advogados disseram ainda que já adotaram medidas judiciais para tentar garantir que ela responda às acusações em liberdade.
