Policiais civis prenderam envolvidos com o Comando Vermelho em Belford RoxoReprodução
Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da 54ª DP (Belford Roxo), foram nas comunidades Castelar e Palmeira para cumprir mandados de prisão e reprimir pontos de venda de entorpecentes. Ambos os locais são dominados pelo CV, sendo subordinados a Edgar Alves de Andrade, o Doca, que também foi procurado na ação. Ele segue foragido.
Entre os presos está Ygor Henrique Teixeira da Silva, apontado por investigações como o responsável pelo gerenciamento do tráfico na Palmeira. Segundo a Civil, os policiais o encontraram em um ponto de venda. Ele era considerado foragido por não ter retornado ao sistema prisional após saída temporária do Dia dos Pais.
No Castelar, policiais detiveram David da Silva Franca Lucindo, o DVD. Ele é apontado como integrante do setor de vigilância da facção, responsável por monitorar a movimentação policial e repassar informações para os comparsas. Contra o homem, havia dois mandados de prisão em aberto por crimes de roubo.
Duas mulheres também foram presas. De acordo com a Civil, elas colaboram com a estrutura criminosa, estando em situação de dependência química, sendo usadas como “olheiras” e recebendo drogas como forma de pagamento.
A operação teve como principal foco a comunidade do Castelar, apontada nas investigações como uma das áreas de atuação do Comando Vermelho. As apurações da DRE-BF identificaram que os alvos da ação tem envolvimento reiterado com o tráfico e o comércio de entorpecentes na região. Um dos líderes do grupo é José Severino da Silva Júnior, o Jetta, que está envolvido com a disputa territorial na região.
A ação, que teve apreensão de drogas e rádios comunicadores, fez parte da Operação Contenção, uma ofensiva estratégica do Governo do Rio para conter e atacar o avanço territorial do Comando Vermelho.
Até o momento, são mais de 375 presos e 138 criminosos mortos em confronto. Foram apreendidas cerca de 482 armas, sendo 191 fuzis, e mais de 51 mil munições.
A reportagem não localizou a defesa dos presos. O espaço está aberto para manifestação.
