Agentes da DRCI cumprem mandados de busca e apreensão em endereços da investigada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense
Reprodução/Polícia Civil
Batizada de Operação Impostor, a ação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCI). Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à investigada e procuram celulares, documentos e outros materiais que possam contribuir para esclarecer como a fraude foi praticada.
Segundo a investigação, a vítima foi abordada por meio de um aplicativo de mensagens. O perfil utilizado pelo golpista exibia o nome e uma fotografia do filho dela, estratégia que teria sido usada para dar credibilidade ao contato. Durante a conversa, o criminoso pediu dinheiro sob a alegação de que precisava pagar algumas contas.
Acreditando estar conversando com o próprio filho, a vítima realizou as transferências solicitadas. Os pagamentos totalizaram R$ 2.979,43. O caso foi posteriormente registrado na polícia e passou a ser investigado pela unidade especializada em crimes cibernéticos.
Rastreamento levou polícia até investigada
Após o registro da ocorrência, os agentes iniciaram o rastreamento das informações relacionadas às movimentações financeiras e ao contato utilizado para abordar a vítima. A investigação analisou dados bancários das transações, informações vinculadas à conta usada no aplicativo de mensagens, registros de conexão e endereços de IP.
Linhas telefônicas relacionadas ao caso também foram verificadas durante as diligências. De acordo com a Polícia Civil, o cruzamento dos dados permitiu identificar uma linha cadastrada e vinculada a um aparelho celular que estaria em nome da mulher investigada.
Com os elementos obtidos durante a apuração, a autoridade policial solicitou à Justiça mandados de busca e apreensão. As medidas foram cumpridas nesta terça-feira em endereços ligados à suspeita em Belford Roxo.
Além de buscar materiais que possam esclarecer a dinâmica do golpe, os investigadores tentam determinar qual teria sido a participação da mulher na fraude. A existência de outros possíveis envolvidos também está sendo apurada.
Os materiais encontrados durante o cumprimento dos mandados poderão ser analisados pela Polícia Civil para verificar eventuais relações com as mensagens enviadas à vítima e com as movimentações investigadas.
Até as informações divulgadas sobre a operação, não havia indicação de prisão da mulher investigada. A apuração permanece em andamento para esclarecer as circunstâncias da fraude e identificar eventuais participantes do esquema.
