Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, recebeu mais de 50 pauladas e morreu na noite de 11 de agosto após ser perseguido em CopacabanaReprodução / Câmeras de Segurança
Segundo o delegado Ângelo Lages, responsável pelas investigações, os novos identificados são um homem que aparece nas imagens acompanhando as agressões, a funcionária de um estabelecimento que teria entregue um porrete ao segurança Davi Santos Machado e o responsável pela contratação do vigia que atuava na região. Todos deverão prestar depoimento nos próximos dias.
Apesar dos avanços, a polícia ainda tenta identificar um homem que aparece em gravações analisadas pelos investigadores desferindo chutes contra Cláudio quando ele já estava caído no chão. A participação dele é considerada uma das frentes prioritárias da apuração.
Segundo a investigação, ao menos oito pessoas participaram direta ou indiretamente da ação que terminou na morte do ciclista. Até o momento, quatro delas estão presas: os seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, além dos entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.
Família cobra responsabilização
O advogado da família da vítima, Bryan Rojtemberg afirmou que ainda aguarda acesso formal às novas informações reunidas pela polícia, mas considera que os desdobramentos reforçam a importância da repercussão do caso.
“Para nós, está claro que, se não houvesse a repercussão que a Fabiana conseguiu, poderíamos estar diante da impunidade. Isso é ratificado por dois motivos: Davi mente no primeiro depoimento e também chega pedalando a bicicleta da pessoa que ele havia matado”, declarou.
A defesa da família também espera esclarecimentos sobre um vídeo gravado por Davi durante a ocorrência. Segundo o advogado, os investigadores ainda buscam identificar para quem o segurança enviou a gravação em que comenta sobre a ausência de câmeras de segurança no local das agressões.
Relembre o caso
Cláudio Rafael Landeiro Moreira foi abordado na madrugada de 11 de agosto após ser acusado de ter roubado uma bicicleta. Segundo a investigação, a suspeita surgiu depois que seguranças que atuavam informalmente na região questionaram a origem do veículo. A bicicleta, no entanto, pertencia à irmã da vítima.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte das agressões na Rua Felipe de Oliveira. De acordo com a Polícia Civil, Cláudio recebeu ao menos 57 golpes, entre pauladas, socos e chutes, e continuou sendo agredido mesmo após cair e ficar sem condições de reação.
Socorrido pelo Corpo de Bombeiros, ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas morreu no dia seguinte em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna.
A investigação prossegue para esclarecer o grau de participação de cada envolvido e identificar todos os responsáveis pelo espancamento.
