Polícia faz operação em sede da Starbucks na Coreia do Sul por campanha acusada de difamar vítimas de protesto histórico; entenda

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Starbucks fecha mais de 2 mil lojas na Coreia do Sul para treinamento após campanha associada a massacre histórico — Foto: Freepik


A polícia da Coreia do Sul realizou nesta quarta-feira uma operação de busca e apreensão nos escritórios da Starbucks Coreia como parte da investigação sobre uma campanha publicitária lançada pela empresa no aniversário da Revolta de Gwangju, movimento pró-democracia reprimido pela ditadura militar em 1980. A ação ocorre após a operadora local da rede ser acusada de difamar os mortos e seus familiares.

A informação foi confirmada à AFP por um porta-voz do Grupo Shinsegae, responsável pela operação da Starbucks no país.

— A polícia de Seul realizou uma busca na sede da Starbucks Coreia nesta manhã como parte da investigação em andamento — afirmou o representante, sem fornecer mais detalhes.

A polícia de Seul confirmou que conduz uma investigação sobre a empresa, mas também não divulgou informações adicionais.

Campanha coincidiu com aniversário da Revolta de Gwangju

A controvérsia começou em 18 de maio, quando a Starbucks Coreia lançou uma promoção chamada “Dia do Tanque” para divulgar uma nova linha de copos de grande capacidade.

A campanha coincidiu com o 46º aniversário da Revolta de Gwangju, manifestações pró-democracia nas quais 165 civis morreram depois que a ditadura militar enviou tanques às ruas, segundo o balanço oficial.

A coincidência provocou forte reação no país. A rede foi acusada de banalizar um dos episódios mais marcantes da história sul-coreana e de insultar os mortos, considerados por muitos como mártires da democracia.

Denúncia cita executivos do Grupo Shinsegae

Um grupo da sociedade civil e familiares das vítimas apresentaram uma denúncia contra integrantes do Grupo Shinsegae, acusando-os de difamar os mortos e seus familiares.

A ação cita o presidente do conglomerado, Chung Yong-jin, e Son Jung-hyun, ex-diretor-presidente da Starbucks Coreia, que deixou o cargo após a repercussão do caso.

A Coreia do Sul é o terceiro maior mercado da Starbucks no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

A polêmica levou a empresa a divulgar um pedido público de desculpas e a fechar, de forma excepcional, mais de 2.000 lojas em todo o país, em junho, para a realização de sessões de treinamento com seus funcionários.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/economia/epoca/noticia/2026/08/05/policia-faz-operacao-em-sede-da-starbucks-na-coreia-do-sul-por-campanha-acusada-de-difamar-vitimas-de-protesto-historico-entenda.ghtml

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