PM apreende R$ 25,3 mil em drogas escondidas em tonel em área de mata, em Magé - Divulgação PMRJ
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PM apreende R$ 25,3 mil em drogas escondidas em tonel em área de mata, em Magé – Divulgação PMRJ
PM apreende R$ 25,3 mil em drogas escondidas em tonel em área de mata, em MagéDivulgação PMRJ
Policiais militares apreenderam R$ 25.350 em drogas que estavam escondidas dentro de um tonel em uma área de mata dominada pela facção Comando Vermelho (CV), no bairro do Saco, em Magé, na Baixada Fluminense. A ação aconteceu nesta quarta-feira (7) e resultou na apreensão de 2.340 unidades de entorpecentes.
Segundo a corporação, a ocorrência teve início após agentes do 34º BPM (Magé) identificarem uma movimentação de traficantes em uma região de mata na Rua Pará. De acordo com a polícia, o local estaria sendo utilizado para guardar drogas que seriam distribuídas no município.
Durante o trabalho de inteligência, os agentes descobriram que o material seria armazenado por um criminoso da Vila Esperança, bairro vizinho ao Saco. Com as informações levantadas, uma operação foi realizada na região e os agentes encontraram um tonel enterrado no meio da mata.
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Dentro do recipiente havia 2.145 pinos de cocaína, comercializados por R$ 10 cada, avaliados em R$ 21.450. Também foram localizadas 195 unidades de crack, estimadas em R$ 3.900.
Ao todo, a ação retirou de circulação 2.340 unidades de drogas, divididas em 36 cargas. Conforme a Polícia Militar, o material representaria um prejuízo estimado de R$ 25.350 ao tráfico.
Todo o conteúdo recolhido será encaminhado para a 65ª DP (Magé), que ficará responsável pelo registro da apreensão e pelas providências relacionadas ao caso.
Como funciona uma facção?
Um grupo com divisão de tarefas, escala de plantões, estatuto, conselhos e hierarquia. Parece uma empresa, certo? Pois é assim que o Comando Vermelho, principal facção do Estado do Rio, funciona. A facção, que foi classificada como terrorista pelos Estados Unidos, em maio, possui regras muito bem estabelecidas.
A Polícia Civil já identificou que o CV atua em todo o país com uma rede estruturada, incluindo uma espécie de “conselho nacional”. Conforme apuração que gerou a Operação Red Legacy, deflagrada em março, o “presidente” da organização é Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que está preso na penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Apesar de estar encarcerado há mais de 20 anos, ele é apontado como principal líder do grupo, com cargo vitalício, coordenando decisões estratégicas e financeiras.
A corporação afirma, também, que a facção tem uma cadeia de comando federalizada, que opera mesmo com lideranças presas. Investigações destacam que o Comando Vermelho detém um regime próprio de regras – chamado de estatuto – com conselhos deliberativos formados por 13 membros, incluindo presidente, vice-presidente, tesoureiro e porta-voz.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral