Felipe Marques está internado no Hospital São Lucas, em CopacabanaReprodução / Redes Sociais
Ao DIA, Keidna Marques, companheira do agente, contou, nesta sexta-feira (8), que a última tentativa de drenagem apresentou resultado positivo e o procedimento programado pela equipe neurocirúrgica evolui como esperado.
“Neste momento, o dreno está conseguindo auxiliar na retirada do coágulo localizado no ventrículo cerebral. Esse processo pode levar alguns dias, pois é necessária uma espécie de ‘lavagem’ contínua. O organismo produz líquor diariamente e, aos poucos, esse conteúdo é drenado junto aos resíduos do sangramento”, explicou.
“Apesar de toda a gravidade e delicadeza da situação, Felipe continua surpreendendo a todos com sua força e vontade de viver. Ele já está completamente fora das sedações, apresenta parâmetros estáveis e iniciará hoje [sexta-feira] a tentativa de transição do ventilador, em modo controlado, para o modo PSV, etapa importante no processo de recuperação respiratória”, destacou.
Felipe permanece na ventilação mecânica e internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul. “Agora, o momento exige paciência, equilíbrio e confiança. O mais importante é seguir avançando, mesmo que seja um pequeno passo por dia”, ressaltou a mulher.
Relembre o caso
O policial atuava como comandante e copiloto do helicóptero da Polícia Civil quando foi baleado por um tiro de fuzil, durante uma operação nas comunidades Vila Aliança e Vila Kennedy, na Zona Oeste, no dia 20 de março de 2025.
Mesmo ferido, o agente conseguiu manter o controle e fazer um pouso de emergência com o colega que também estava na aeronave.
O piloto foi socorrido em estado gravíssimo, encaminhado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul, e depois transferido ao Hospital São Lucas. O disparo entrou pela testa e fez com que o comandante perdesse 40% do crânio e passasse a usar uma prótese craniana. Felipe também ficou com o seu lado esquerdo do corpo comprometido e perdeu parte da coordenação muscular da fala.

