‘Nosso sonho é que toda mulher tenha uma arma de fogo na cintura’, dispara Amorim após Alerj liberar arma de choque

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A declaração incendiou o plenário logo após a aprovação do projeto que amplia o direito à legítima defesa feminina no Estado do Rio.

“Nosso sonho é que toda mulher tenha uma arma de fogo na cintura. Hoje o Rio é vanguarda na legislação em defesa das mulheres.”

A frase do deputado estadual Rodrigo Amorim (PL) roubou a cena na Alerj, nesta terça-feira (30), logo após a aprovação, em segunda discussão, do projeto que amplia o acesso de mulheres a instrumentos não letais de legítima defesa.

De autoria de Amorim e da deputada Sarah Poncio (SDD), o Projeto de Lei 6.142/25 segue agora para sanção ou veto do governador.

Na prática, a proposta amplia o direito à legítima defesa feminina. Mulheres maiores de 18 anos poderão adquirir e portar arma de eletrochoque e spray de extratos vegetais para proteção pessoal. Jovens a partir de 16 anos também poderão ter acesso aos equipamentos, desde que autorizadas pelos responsáveis legais.

A votação foi marcada por um forte embate ideológico no plenário.

Sarah Poncio acusou parlamentares da esquerda de tentarem esvaziar o projeto ao defender que a medida fosse restrita apenas às mulheres que já sofreram violência doméstica.

Durante a discussão, a deputada Renata Souza (PSOL) argumentou que a proteção das mulheres deve ser responsabilidade do Estado, e não delas próprias.

Sarah Poncio rebateu:

“É dever do Estado garantir a nossa segurança. Mas a mulher precisa se proteger até o Estado chegar. Precisamos ter o direito de defender nossa honra e nossa família.”

A deputada Tia Ju (Republicanos) também comemorou a aprovação.

“Aplaudo esta Casa por garantir a defesa e a vida das mulheres.”

Pelas regras aprovadas, a arma de choque só poderá ser vendida em lojas especializadas, limitada a uma unidade por pessoa, mediante apresentação de documento de identidade com foto e comprovante de residência. Já o spray de defesa poderá ser comercializado em farmácias, com limite de duas unidades por mês, em embalagens de até 70 gramas.

A proposta altera a Lei 10.260/23, ampliando o alcance do Programa de Defesa Pessoal para Mulheres Vítimas ou Ameaçadas de Violência Doméstica e ampliando o acesso a meios não letais de legítima defesa.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/politica/30/06/2026/nosso-sonho-e-que-toda-mulher-tenha-uma-arma-de-fogo-na-cintura-dispara-amorim-apos-alerj-liberar-arma-de-choque

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