No Rio, bolsonarista quer o território de volta; lulista quer a polícia na mira, mostra Quaest

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A pesquisa Quaest colocou um retrato incômodo na mesa: quando o assunto é segurança pública, bolsonaristas e lulistas parecem estar olhando para problemas diferentes.

Para o eleitor bolsonarista, a prioridade é enfrentar quem tomou conta do território. Entre eles, 33% dizem que o próximo governador precisa, antes de tudo, retomar áreas dominadas pelo crime organizado.

Entre os lulistas, a prioridade muda completamente: 23% colocam o combate à corrupção policial no topo da lista. A retomada de territórios aparece com apenas 14%.

É o contraste que chama atenção: um lado quer o Estado entrando onde o crime manda; o outro quer a polícia sob controle.

E o eleitorado em geral? Também está dando seu recado.

A retomada de territórios aparece em primeiro lugar, com 20%, praticamente empatada com o combate aos roubos de rua, citado por 19%. Ou seja: para quase 4 em cada 10 fluminenses, a prioridade é recuperar o controle das ruas e impedir que o cidadão continue sendo vítima da criminalidade cotidiana.

A eleição pode ser decidida pela segurança

Os números mostram que segurança pública tem potencial para virar uma das principais trincheiras da eleição para o governo do Rio.

Na direita não bolsonarista, 24% priorizam a retomada de territórios, contra 20% que preferem o combate aos roubos.

Na esquerda não lulista, a lógica se inverte: 22% apontam os roubos como principal problema, enquanto 17% defendem a retomada territorial.

O recado é difícil de ignorar: a discussão não é se o Rio precisa enfrentar a criminalidade. É sobre como fazer isso.

Para quem vive na rua, a prioridade é outra

Quando a pesquisa olha para o cotidiano, aparece outra divisão.

Entre os homens, 24% defendem a retomada dos territórios, contra 15% que priorizam o combate aos roubos.

Entre as mulheres, os roubos lideram: 23%, contra 17% para a retomada territorial.

E entre os jovens de 16 a 34 anos, o problema mais urgente é ainda mais direto: 26% querem o combate aos roubos, contra 16% que priorizam a retomada de áreas dominadas pelo crime.

Ou seja, quem está sendo assaltado quer parar de ser assaltado. Quem olha para o avanço das organizações criminosas quer ver o Estado retomando o território.

O Rio quer resposta — e não discurso

Depois das duas prioridades principais aparecem combate à corrupção policial (13%), programas sociais para jovens (12%), tecnologia e inteligência (9%), treinamento de policiais (7%), aumento de salários (6%), combate à violência policial (5%) e integração das forças de segurança (2%).

A pesquisa ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os números RJ-08748/2026 e BR-09895/2026.

No fundo, a Quaest revela uma eleição que pode colocar duas visões de segurança frente a frente: retomar territórios ou controlar a polícia; combater o crime organizado ou atacar a violência que bate à porta do cidadão.

E uma coisa parece consensual: o eleitor do Rio está cansado de perder a guerra da segurança.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/cidades/27/08/2026/no-rio-bolsonarista-quer-o-territorio-de-volta-lulista-quer-a-policia-na-mira-mostra-quaest

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