Nem a vista para o mar justificaria a conta. Um turista francês saiu da Praia de Copacabana com um prejuízo de R$ 8.246 por duas caipirinhas anunciadas, anteriormente anunciadas por R$ 80. O vendedor acabou preso por policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), suspeito de aplicar o “golpe da maquininha”.
Em denúncia na unidade, o turista relatou que estava na praia, quando o homem ofereceu as bebidas por R$ 80, alegando que não aceitava pagamento em dinheiro, somente no cartão. Ainda segundo o relato, depois realizar a transação, a vítima notou que a cobrança, na verdade, foi de R$ 8.246.
Os agentes localizaram o criminoso, que foi reconhecido pela vítima e, posteriormente, autuado em flagrante por estelionato. Ele já possuía passagem por furto e porte de drogas.
Tolerância Zero registra mais de 100 abordagens no primeiro fim de semana do programa
Paralelamente, o episódio registrado pela Polícia Civil ocorreu durante o primeiro fim de semana de vigência do Programa Tolerância Zero, novo pacote de medidas de ordenamento urbano da Prefeitura do Rio.
O balanço divulgado pelo poder público aponta que, até o último sábado (18), 153 ambulantes já foram abordados ao longo dos oito quilômetros das praias de Copacabana, Ipanema, Leme e Leblon. Durante as ações de fiscalização, também foram apreendidos:
- 6 triciclos;
- 14 carrocinhas;
- 3 veículos utilizados como depósitos;
- 178 bebidas sem comprovação de procedência;
- 198 alimentos sem identificação de origem.
O projeto foi implantado na última quinta (16), com o objetivo de coibir a ocupação irregular do espaço público e evitar casos de extorsão. Segundo a prefeitura, facções criminosas controlam parte do comércio ambulante da orla do Rio. As ações contam com a participação das forças de segurança.
MPF pede a suspensão do programa
O Ministério Público Federal (MPF) pede a suspensão do programa. Em ação judicial, o órgão solicita que a União e o município elaborem, de forma conjunta e participativa, um plano para a gestão desses espaços, com medidas que conciliem o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a garantia dos direitos dos trabalhadores ambulantes.
Na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, Júlio Araújo, argumenta que a Prefeitura do Rio implantou uma política permanente de fiscalização nas praias sem observar as normas federais que regulam a gestão desses espaços, considerados bens da União.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/vendedor-golpe-turista-frances/

