Delegado Robinson Gomes foi afastado por juíza da 1ª Vara Criminal da CapitalReginaldo Pimenta/Arquivo Agência O Dia
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Os agentes foram presos em flagrante pela própria corporação na madrugada do crime, ocorrido em 22 de abril, após a análise das imagens registradas pelas câmeras corporais. A denúncia por homicídio qualificado foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Cabia, portanto, à DHC investigar a origem da operação policial realizada na Pavuna e identificar os responsáveis por emitir as ordens aos PMs.
Ainda na decisão, a juíza menciona que o delegado alegou ter sido procurado pelo perito criminal Abrantes, lotado na DHC, para a realização de uma perícia complementar no local do crime, com a presença dos agentes envolvidos.
“Incompreensivelmente, por conta própria, a Autoridade Policial resolveu reconstituir os fatos porque, segundo ele, há suspeita de que o tiro não tenha partido dos policiais militares. Tal afirmativa, com juízo de valor sobre os fatos, se mostra suficiente para causar estranheza em razão da quebra de imparcialidade na investigação que, registre-se, não pode correr de forma paralela à ação penal”, destacou a magistrada.
Diante das irregularidades apontadas, a juíza negou a participação dos policiais na diligência e cancelou a reprodução simulada dos fatos, que estava prevista para ocorrer em 16 de junho. Além disso, o perito Abrantes também foi afastado cautelarmente de suas funções na DHC.


