Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha

Tempo de leitura: 3 min
Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem, após pedido da Polícia Federal (PF), a abertura de um inquérito para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção. Lulinha, como é conhecido o primogênito do petista, já era alvo de uma investigação que busca esclarecer as fraudes nos descontos de aposentados do INSS. A PF, porém, abriu um novo caminho ao associar possíveis ilícitos na conduta de Lulinha na comercialização de cannabis medicinal a conexões com servidores do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. Ele nega qualquer irregularidade, enquanto o presidente afirmou ontem que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”.

A informação sobre o inquérito foi publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio. Ele teria atuado com Roberta Luchsinger — dona de uma consultoria especializada em fazer a ponte entre empresários e órgãos públicos —, além do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, para favorecer interessados na comercialização do canabidiol, substância natural extraída da planta da maconha com diversas aplicações clínicas. Antunes já tinha longa trajetória no ramo farmacêutico, mas vinha tentando se firmar no mercado por meio da sua empresa, a World Cannabis.

Autorizada a pouco mais de dois meses das eleições, a nova investigação mirando Lulinha amplia as dimensões políticas do caso. Instaurada em agosto do ano passado, a CPI do INSS já havia ocasionado uma série de desgastes ao governo ao aprovar uma sucessão de requerimentos de quebra de sigilo e convocação de pessoas ligadas ao escândalo, como Roberta e o próprio Lulinha.

Ao longo da investigação, medidas de quebra de sigilo envolvendo pessoas próximas ao filho do presidente também geraram disputas no Supremo. Em março, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal determinada pela CPI em relação a Roberta, por entender que a comissão não apresentou fundamentação individualizada para a medida. Em seguida, a defesa de Lulinha pleiteou a extensão da decisão ao cliente, em deliberação que acabou suspensa após o ministro Gilmar Mendes levar o processo ao plenário físico do STF.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/07/31/gabinete-presidencial-cannabis-medicinal-e-trafico-de-influencia-entenda-a-nova-investigacao-da-pf-contra-lulinha.ghtml

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *