O bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi palco de dois crimes que chocaram o Rio de Janeiro neste ano. Em janeiro, uma jovem de 17 anos foi vítima de estupro coletivo cometido por cinco pessoas. O caso teve grande repercussão nacional e causou comoção entre os moradores, diante da violência e da frieza atribuídas aos envolvidos. Mais recentemente, outro crime que também provocou forte repercussão foi o espancamento do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, que morreu após ser linchado em público por ter sido injustamente acusado de roubar uma bicicleta. Os dois casos foram investigados, e os responsáveis foram identificados. Saiba o que aconteceu com cada um dos envolvidos.
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Linchamento de ciclista
Cláudio Rafael Landeiro Moreira foi espancado após ser confundido com um ladrão de bicicletas na noite do dia 11 de agosto. A causa da morte apontada no laudo foi hemorragia interna, traumatismo cranioencefálico, lesão no baço e lesão no rim esquerdo, provocados por ação contundente. O laudo cadavérico mostra que o ciclista sofreu impactos das agressões em quase todo o corpo. Entre as partes atingidas estavam o tronco, os membros, as costas, o abdômen, os glúteos, o baço, o rim e a cabeça. Segundo um especialista, os golpes tiveram força suficiente para fragmentar o crânio, provocar hemorragias intracranianas, lesionar o cérebro e romper o baço.
Portador de problemas cognitivos decorrentes de uma queda sofrida na infância, o ciclista foi agredido pelo segurança Davi Santos Machado e pelos entregadores de aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Aílton José da Silva. Um segundo segurança, identificado como Jorge Luiz Ricardo Dias, é suspeito de participar indiretamente do crime. Ele é apontado como responsável por pegar a bicicleta usada por Cláudio, que pertencia à irmã da vítima.
Os quatro já foram presos e respondem por homicídio triplamente qualificado. Eles estão custodiados no Presídio José Frederico Marques, em Benfica.
Um quinto suspeito continua foragido. Ele foi identificado como Wellington Luiz Santos de Souza e, de acordo com a polícia, é o homem que aparece nas imagens dando chutes na cabeça da vítima.
Estupro coletivo
A jovem de 17 anos foi abusada por cinco pessoas no dia 31 de janeiro. Segundo o inquérito, a adolescente foi convidada para um apartamento por um jovem de 17 anos, com quem já havia tido um relacionamento. Ela foi sozinha. Após a investigação do caso, quatro homens foram indiciados por participação no crime. Eles respondem ao processo na Justiça comum e continuam presos.
Um deles é Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, acusado tanto neste caso quanto em outra denúncia de violência sexual. Ele é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O pai foi exonerado do cargo horas antes de o filho se apresentar na delegacia.
Outro acusado é Mattheus Veríssimo Zoel Martins, ex-aluno do Colégio Intellectus, em Botafogo, e ex-atleta da categoria sub-20 do S.C. Humaitá. Ele está preso e também é alvo de investigação em outro caso de estupro coletivo, denunciado por uma jovem que afirma ter sido vítima quando tinha 14 anos.
João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, era jogador de futebol e atuava pelo Serrano FC. Quando ele foi preso, o clube anunciou seu afastamento imediato e a suspensão do contrato após a expedição do mandado. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, cursava Ciências Ambientais na Unirio. Ele também está preso.
Os quatro estão custodiados no Presídio Juíza de Direito Patrícia Acioli, em São Gonçalo.
Já o menor envolvido no caso teve a internação determinada pela justiça, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) não informou se ele continua cumprindo a medida. Em nota, o TJRJ afirmou apenas que “o processo tramita em segredo de Justiça”.
A Justiça afirmou que o menor teve papel central ao atrair a vítima para uma “emboscada” . Na sentença, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, afirmou que, em crimes sexuais, “a palavra da vítima tem especial relevância e credibilidade” e destacou que o relato foi determinante para a responsabilização.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/09/estupro-coletivo-e-linchamento-de-ciclista-saiba-o-que-aconteceu-com-envolvidos-em-crimes-que-chocaram-copacabana.ghtml
Estupro coletivo e linchamento de ciclista: saiba o que aconteceu com envolvidos em crimes que chocaram Copacabana
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