Agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão nos bairros de Santa Cruz, Bangu e Magalhães BastosReprodução/Polícia Civil
A ação, coordenada pela 38ª DP (Brás de Pina), também teve desdobramentos em São Paulo, onde foram cumpridos outros 13 mandados. Ao todo, a operação buscou atingir diferentes integrantes de um esquema que, segundo a Polícia Civil, atuava desde o furto dos cabos até o transporte e a venda do cobre para outros estados.
As investigações começaram após a prisão em flagrante de ocupantes de um caminhão que transportava metais para fora do Rio de Janeiro. Durante a perícia, os agentes identificaram cabos de telefonia pertencentes a concessionárias de telecomunicações. De acordo com a polícia, os materiais haviam sido queimados para dificultar a identificação da origem e ocultar marcas que poderiam apontar os proprietários.
A partir do trabalho de inteligência, os investigadores chegaram a estabelecimentos de reciclagem suspeitos de adquirir cobre oriundo de furtos. A suspeita é que os materiais fossem comprados por ferros-velhos no Rio e posteriormente enviados para São Paulo, onde eram comercializados.
Segundo a Polícia Civil, os estabelecimentos investigados funcionariam como pontos de recebimento e distribuição do material furtado, abastecendo uma rede criminosa responsável por movimentar grandes quantidades de cobre.
Em São Paulo, os agentes apreenderam celulares, tablets, dispositivos de armazenamento de dados, documentos financeiros e contábeis, além de cinco veículos, quatro deles de alto valor comercial. Todo o material recolhido será periciado e poderá ajudar a identificar outros envolvidos no esquema.
O furto de cabos tem provocado prejuízos frequentes a concessionárias e impactos diretos para a população, com interrupções em serviços de energia elétrica, telefonia e internet em diferentes regiões do estado.
A investigação apura os crimes de associação criminosa, receptação qualificada, furto e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para identificar todos os envolvidos e desmontar completamente a estrutura criminosa responsável pelo esquema. A ação contou com o apoio de policiais civis de São Paulo e de agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) da Prefeitura do Rio.
