Clemente Sebastião surge como aposta “ficha limpa” e voz católica para o Senado pelo Rio

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Com trajetória de ascensão no Congresso e proposta de reforma radical, o pré-candidato do Democratas quer integrar o Senado à Câmara para reduzir gastos públicos.

RIO DE JANEIRO – O cenário político fluminense para o Senado ganha um elemento de renovação com experiência técnica. Clemente Sebastião, de 78 anos, oficializou sua pré-candidatura pelo partido Democratas (antigo PMB). Natural do vale do Jequitinhonha mas criado em São Gonçalo e hoje morador de Icaraí, Niterói, Clemente traz uma biografia que mistura superação pessoal, rigor técnico e valores cristãos.

Uma vida dedicada ao Legislativo

A história de Clemente com o Senado Federal começou nos anos 1970, mas de uma forma pouco comum para os atuais parlamentares: ele entrou na instituição como servente. Através de esforço e mérito, percorreu todos os degraus da carreira legislativa, aposentando-se em 1986 como Analista Legislativo de maior grau.

Essa vivência profunda nos corredores de Brasília é o seu maior trunfo. “Eu conheço onde a máquina trava e onde o dinheiro é desperdiçado. Não sou um aventureiro; sou alguém que serviu ao Estado e sabe como reformá-lo”, afirma o pré-candidato.

A Voz Católica no Rio de Janeiro

Viúvo há dois anos e pai de duas filhas formadas, Clemente se posiciona como um conservador nos costumes e progressista no social. Sua base de valores é estritamente ligada à Igreja Católica, preenchendo uma lacuna de representatividade que muitos fiéis sentem no estado.

Diferente de grandes caciques políticos, ele destaca sua independência:

“Não tenho rabo preso com grupos de poder ou parcerias escusas. Minha única aliança é com meus valores cristãos e com o povo do Rio de Janeiro.”

Proposta Disruptiva: O Fim do Senado

A principal bandeira de sua campanha promete barulho: a integração do Senado Federal à Câmara dos Deputados, transformando o Brasil em um sistema unicameral. Para Clemente, a estrutura atual é custosa e lenta. Sua proposta visa otimizar a gestão pública, mantendo a representatividade, mas eliminando a duplicidade de gastos que o modelo atual impõe ao contribuinte.

Histórico nas Urnas

Esta não é a primeira vez que o nome de Clemente ressoa entre os eleitores. Em 2002, pelo PHS, obteve uma votação expressiva para Deputado Federal, ficando de fora apenas devido ao quociente partidário (legenda). Agora, com o apoio do Democratas e uma estratégia focada em transparência e competência técnica, ele busca consolidar seu nome como a alternativa ética para o eleitor fluminense em 2026.

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