A Cedae suspendeu um contrato de mais de R$ 35 milhões para o fornecimento de uma solução de inteligência artificial destinada a estações de tratamento de água e esgoto. A decisão foi tomada após uma auditoria interna apontar suspeitas de favorecimento na licitação. Segundo a companhia, nenhum pagamento havia sido feito pelo contrato.
O vencedor da disputa foi o consórcio W2T Inteligência Artificial Generativa RJ, formado principalmente pela T7 Consultoria de Empreendimentos Ltda. De acordo com a auditoria, arquivos apresentados pelo consórcio trazem como autor Felipe Silva dos Santos, filho de Antônio Carlos dos Santos, ex-diretor financeiro da Cedae. Um dos documentos foi assinado em nome da empresa Zil para atestar a experiência da T7 em projetos semelhantes.
A auditoria também identificou que os sites institucionais da T7 e da Zil estão registrados em nome de Felipe. As outras empresas que participaram da licitação não apresentaram propostas ou foram eliminadas, deixando o consórcio como único concorrente restante.
Em outra frente da apuração, a Cedae identificou que T7 e Zil receberam, juntas, R$ 48 milhões por meio da Cedae Saúde, responsável pela assistência médico-hospitalar de funcionários e ex-funcionários da estatal. O caso foi encaminhado ao Ministério Público.
Antônio Carlos dos Santos negou ter vínculo com as empresas e afirmou que nunca participou de licitações nem interferiu em favor de qualquer concorrente. Felipe Silva dos Santos disse que não é sócio das empresas citadas e que presta apenas serviços de criação de sites.
