Após ação judicial, MPF chega a acordo com Prefeitura de São João da Barra e fixa regras para preservar orla

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Cinco anos após mover uma ação na Justiça contra o município, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a um acordo com a Prefeitura de São João da Barra sobre as medidas para preservação da biodiversidade marinha na cidade, que fica no Norte Fluminense.

Órgão e município assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o objetivo de proteger a orla marítima, com foco especial na preservação de tartarugas marinhas. O acordo soluciona parte de uma ação civil pública aberta em 2021.

Orla terá nova iluminação para evitar que desova de tartarugas seja afetada

Uma das principais medidas envolve o sistema de iluminação pública de São João da Barra. O TAC estabelece que o município vai adequar as luzes da orla a novas normas técnicas, para seguir os critérios do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ibama para combater a fotopoluição.

Segundo o termo, uma iluminação artificial muito intensa em áreas de desova de tartarugas marinhas pode prejudicar a reprodução dos animais. O TAC prevê que o município reforce a manutenção antes da temporada de desova, que acontece entre setembro e março.

Responsáveis por estabelecimentos com iluminação inadequada receberão notificações para ajustes, sob pena de sanções. Novas licenças e alvarás de construção só sairão mediante o cumprimento das regras ambientais do ICMBio.

Fiscais vão atuar em Grussaí, Chapéu do Sol e Atafona

O texto também prevê outras medidas para evitar irregularidades na orla. Para combater o trânsito e a permanência ilegal de veículos nas faixas de areia de Grussaí, Chapéu do Sol e Atafona, o município deverá instalar barreiras de acesso e realizar fiscalizações semanais.

Além disso, a Prefeitura de São João da Barra tem até 12 meses para modernizar o monitoramento da região, com a compra de drones e a instalação de câmeras de segurança.

O plano de ação exige relatórios fotográficos semestrais com dados de georreferenciamento para o ICMBio e o Conselho Municipal de Meio Ambiente. 

Termo prevê campanha para moradores e turistas em Mangaratiba

Além das mudanças na orla, o TAC prevê que a campanha de conscientização para moradores e turistas, além de placas informativas nas praias. O projeto cobra, ainda, o replantio de vegetação de restinga nativa e a criação de uma trilha ecológica em até seis meses após a homologação do termo.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/mpf-acordo-sao-joao-da-barra-orla/

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