Dezenas de vendedores ambulantes interditaram duas faixas da Avenida Atlântica, no sentido Leme, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no fim da tarde desta quinta-feira (16), em protesto contra a operação Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio. A manifestação teve início por volta das 17h40 e provocou retenções no trânsito, já que apenas uma faixa permaneceu liberada para a circulação de veículos.
O ato foi acompanhado por policiais militares em motos e viaturas e reúne dezenas de motos elétricas utilizadas pelos ambulantes para o transporte de mercadorias pela orla. Durante o protesto, os manifestantes entoaram palavras de ordem como “somos trabalhadores, não criminosos”, “camelô não é ladrão” e “queremos trabalhar”.
Este é o terceiro ato contra a nova medida do Executivo municipal. Manifestantes haviam protestado na véspera, quarta-feira (15) em frente ao Copacabana Palace e no último dia 09, em frente à sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Os ambulantes pediam um canal de diálogo para discutir o programa.
Operação começou a valer nesta quinta
A mobilização ocorre no primeiro dia da operação Tolerância Zero, que reforçou a fiscalização na orla da Zona Sul para combater o comércio ambulante irregular e outras infrações. Mais cedo, em frente ao Copacabana Palace, o calçadão permaneceu sem vendedores ambulantes, sob fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop). Imagens aéreas registraram o trecho da praia livre do comércio informal.
A operação foi iniciada na madrugada desta quinta-feira (16), com a instalação de grades nos acessos às praias e o reforço das equipes de fiscalização. A ação resultou na retirada de ambulantes, apreensão de mercadorias e aumento da presença de agentes públicos ao longo da orla de Copacabana.
Serão 320 agentes atuando por dia em 69 pontos estratégicos, segundo a prefeitura. Alguns deles vão atuar infiltrados, filmando a atuação dos criminosos com o auxílio de drones e câmeras escondidas.
De acordo com a prefeitura, o objetivo da medida é combater cobranças ilegais pela utilização de pontos de venda, comércio clandestino de pontos e a disputa entre facções criminosas próximo a orla do Leme e de Copacabana. Além disso, o município também disse que uma das prioridades da medida é proteger os comerciantes regularmente autorizados.
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https://temporealrj.com/ambulantes-copacabana-protesto-operacao/

