O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (26/08), no Palácio da Alvorada, com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir pautas consideradas prioritárias pelo governo. Após o encontro, os chefes do Legislativo sinalizaram que vão trabalhar para acelerar a análise de propostas como o fim da escala de trabalho 6×1 e a extinção da chamada taxa das blusinhas.
A reunião, que incluiu um almoço e durou mais de duas horas, teve como objetivo alinhar a agenda entre o Executivo e o Congresso Nacional para os próximos meses. Ao deixar o encontro, Lula afirmou que encontrou receptividade dos presidentes das duas Casas e destacou a disposição de ambos para construir consensos em torno dos projetos defendidos pelo governo.
Entre os principais temas discutidos está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho dos brasileiros. A proposta busca acabar com o modelo conhecido como escala 6×1, em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso. O tema vem ganhando força nos últimos meses e mobiliza sindicatos, trabalhadores e setores empresariais.
Outra pauta tratada na reunião foi a Medida Provisória que prevê o fim da cobrança da chamada taxa das blusinhas, criada para taxar compras internacionais de baixo valor feitas em plataformas de comércio eletrônico. A medida tem impacto direto sobre consumidores que compram produtos importados pela internet e também sobre o setor varejista nacional.
Segundo Hugo Motta e Davi Alcolumbre, o compromisso é buscar entendimento entre os parlamentares para que as duas propostas avancem nas comissões e nos plenários da Câmara e do Senado. Apesar da sinalização positiva, os líderes reconheceram que os temas ainda exigem negociações e debates antes de uma votação definitiva.
A reunião também reforçou a estratégia do governo de estreitar o diálogo com o Congresso para garantir apoio às principais pautas econômicas e trabalhistas da gestão federal. A expectativa é que os projetos ganhem prioridade na agenda legislativa nas próximas semanas.
