O lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes, preso após agredir violentamente duas vizinhas em um condomínio na Tijuca, Zona Norte do Rio, admitiu fazer uso de diferentes drogas e medicamentos controlados. A declaração foi feita durante uma audiência de custódia realizada neste sábado (07).
À Justiça, Lucas afirmou consumir maconha, cocaína, quetamina e remédios controlados. Em depoimento anterior à Polícia Civil, ele também havia declarado fazer uso de anabolizantes.
Na ata da audiência, o juiz registrou que o investigado não apresentava sinais aparentes de transtorno mental. A Justiça manteve a prisão, e Lucas continua na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte.
O lutador é investigado por tentativa de feminicídio após atacar duas moradoras do condomínio onde vivia, na madrugada de quinta-feira (05). Segundo as investigações, a primeira vítima foi uma idosa de 81 anos, que teve o apartamento invadido e sofreu traumatismo craniano.
Pouco depois, uma segunda moradora, de 40 anos, foi verificar o que estava acontecendo e também acabou agredida. Parte do ataque foi registrada por câmeras de segurança instaladas no elevador do prédio. As imagens mostram o lutador desferindo socos e cotoveladas contra a mulher.
As duas vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. A mulher de 40 anos recebeu alta na sexta-feira (06), enquanto a idosa foi liberada no sábado (07).
Prisão após resistência à abordagem
Lucas foi baleado nas duas pernas durante a abordagem de policiais militares e guardas municipais, na manhã de quinta-feira. Segundo os agentes, ele resistiu à prisão, entrou em luta corporal com a equipe e tentou tomar a arma de um policial militar.
Um dos guardas tentou utilizar uma arma de choque, mas o equipamento apresentou uma falha. Diante da resistência, o policial efetuou dois disparos, que atingiram as pernas do lutador. Mesmo ferido, ele continuou resistindo até ser imobilizado com o uso de uma arma de choque.
Inicialmente, Lucas não permaneceu preso. No entanto, após reunir imagens das câmeras de segurança, laudos médicos e depoimentos de testemunhas, a 18ª DP (Praça da Bandeira) solicitou a prisão à Justiça. O investigado foi localizado e capturado posteriormente.
Vítima relata medo de morrer
A moradora de 40 anos contou que acreditou que morreria durante as agressões. Depois de receber alta, ela afirmou ter medo de encontrar novamente o lutador e cobrou que ele permaneça preso.
A vítima também demonstrou preocupação com a possibilidade de novas agressões contra outras mulheres.
As declarações de Lucas sobre o consumo de drogas foram registradas na audiência, mas não há informações que estabeleçam uma relação direta entre o uso dessas substâncias e os ataques. O caso continua sob investigação da Polícia Civil.
