General Janones: o comandante do 'Exército do Lula' que liderou estratégia digital por trás de virada histórica

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O deputado federal André Janones (Rede-MG) comandou a virada digital na campanha do presidente Luiz Inácio Lula (PT), determinante em sua vitória contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo. À frente do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, ele organizou a atuação da militância a favor do petista na arena on-line, onde passou a disputar espaço contra o bolsonarismo, tradicionalmente com desempenho melhor que a esquerda nesses espaços. Popular nas redes sociais, o parlamentar tem sua trajetória política ligada à mobilização de apoiadores em momentos como a greve dos caminhoneiros, a pandemia e a campanha presidencial de 2022.
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Criado para concentrar as orientações para atuação on-line da militância pró-Lula, o canal chegou a mais de 10 milhões de seguidores. Pelo grupo, o parlamentar encaminhava diariamente “missões” aos apoiadores, que incluíam desde a republicação de vídeos, a subida de hashtags contrárias a Flávio e a busca direcionada por termos no Google a favor do petista. O deputado também estimulou a adesão dos eleitores a “trends”, como a voltada para a publicação de votos de eleitores com a bandeira do Brasil e fazendo o “L”. Na reta final, Janones também apostou em lives, com a presença de Lula e de artistas, que chegaram a se estender por até 24 horas na véspera da eleição, e estimulou ida de manifestantes às ruas.
Antes de entrar para a política, Janones foi cobrador de ônibus durante o período em que estudava Direito como bolsista. Em 2016, disputou a prefeitura de Ituiutaba (MG), sua cidade natal e onde ficou conhecido por atuar de graça como advogado para pacientes que buscavam atendimento no SUS. Já em 2022, ganhou projeção como uma das lideranças da greve dos caminhoneiros no país.
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Mesmo sem ser da categoria, passou atualizações sobre a paralisação por meio de lives feitas em suas redes sociais. A visibilidade o levou a ser eleito para a Câmara dos Deputados em 2018, com quase 179 mil votos. Em 2020, vídeos do parlamentar voltaram a viralizar durante a pandemia de Covid-19, em uma campanha pela permanência do valor de R$ 600 do auxílio emergencial pago pelo governo federal, na época comandado por Jair Bolsonaro (PL).
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Dois anos depois, em 2022, chegou a figurar como pré-candidato à presidência pelo Avante, mas desistiu da disputa para apoiar Lula, apostando em sua forte presença digital em defesa do petista. Em meio a boatos que se espalharam por igrejas evangélicas sobre a possibilidade de os templos serem fechados caso a esquerda volte a governar o país, o parlamentar fez uma série de ações de combate à fake news, reafirmando que Lula “é cristão e governa para todos”. O parlamentar também agiu para conter os efeitos eleitorais do Auxílio Brasil.
Na época, no entanto, o comportamento combativo do parlamentar chegou a preocupar integrantes da campanha de Lula, principalmente após registros de um bate-boca durante o debate da Band contra o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP). No novo governo, ele não ganhou espaço na Esplanada e se manteve na base de Lula na Câmara. Em 2024, chegou a ser alvo de um pedido de cassação por uma acusação de “rachadinha” dentro de seu gabinete, mas o caso foi arquivado pelo Conselho de Ética. No ano seguinte, o colegiado decidiu suspender o mandato dele por três meses por ter se referido ao deputado federal Nikolas Ferreira como “Nikole” e “chupetinha” durante um discurso na tribuna”.
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Na campanha deste ano, além da produção de conteúdos direcionados para as redes, ele também acompanhou Lula em agendas em Minas e no debate da Band, o primeiro entre Lula e Flávio. Depois do programa, ele passou mal e precisou ser internado na UTI em um hospital em São Paulo em função de um quadro de arritmia cardíaca.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/politica/noticia/2026/10/general-janones-o-comandante-do-exercito-do-lula-que-liderou-estrategia-digital-por-tras-de-virada-historica.ghtml

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