França anuncia toques de recolher parciais após atos contra custo de vida

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O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta segunda-feira (19) que pediu a prefeitos que decretem toques de recolher na noite de hoje, após os distúrbios e saques do fim de semana nas grandes cidades. “Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher esta noite, toques de recolher parciais”, disse o chefe de governo depois de uma reunião de crise.

Lecornu não especificou onde as medidas valerão. Segundo ele, a lista de cidades deve ser divulgada à tarde, depois que os prefeitos departamentais, que representam o governo nos departamentos franceses, conversarem com os prefeitos municipais.

Medidas já anunciadas
Algumas cidades já tomaram decisões próprias. Em Marselha, manifestações estão proibidas nesta segunda entre as 12h e as 20h. Denain, perto da fronteira com a Bélgica, decretou toque de recolher noturno até domingo.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, indicou que os toques de recolher não afetarão a partida da Liga dos Campeões entre Paris Saint-Germain e Barcelona, marcada para terça-feira em Paris.

Estado de emergência descartado
Por ora, Lecornu descartou decretar estado de emergência, medida pedida pelo líder do partido Os Republicanos, Bruno Retailleau. O premiê considera os toques de recolher “mais adequados”.

O governo está sob pressão para conter os distúrbios, que no sábado ofuscaram os grandes protestos contra o aumento do custo de vida e se repetiram na noite de domingo. Os atos começaram há cerca de um mês, com pautas estudantis, e ganharam a adesão de outros grupos em pelo menos 110 marchas. Segundo dados atualizados, houve 2.397 detenções e 997 policiais feridos. A estimativa é de 550 mil a 800 mil manifestantes no país.

Há relatos de saques a lojas e de depredação de prédios públicos. Em Limoges, a prefeitura foi incendiada.

Macron reconhece falhas
O presidente Emmanuel Macron admitiu nesta segunda “falhas” na gestão policial dos distúrbios e pediu “novos modos operacionais” para “dar fim aos fenômenos de barricadas e saques”. “Como puderam chegar a esse ponto? Nada explica, nada justifica”, afirmou. Ele atribuiu os problemas a grupos de “extrema-esquerda” e a delinquentes que se juntaram aos atos, e disse que as autoridades devem responder com firmeza e “toda transparência”.

Macron declarou ainda que “aqueles que destruíram devem pagar” e que quem tentou “derrubar a República” responderá por isso. Pediu, porém, que os responsáveis pelos distúrbios não sejam confundidos com as centenas de milhares de pessoas que protestaram pacificamente no sábado.



Com informações da fonte
https://mancheterio.com.br/franca-anuncia-toques-de-recolher-parciais-apos-atos-contra-custo-de-vida/

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