O Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na região da Pequena África, no Centro do Rio, recebe nesta sexta-feira (16) o evento “Mulheres Negras em Estado de Primavera”. A programação começa às 12h e celebra o protagonismo das mulheres negras, a ancestralidade e a produção cultural nos territórios.
A iniciativa reúne empreendedoras, artistas, produtoras culturais e coletivos em uma programação com feira de iniciativas negras, rodas de conversa, experiências de afroturismo, intervenções artísticas, jazz, samba, batuques, sarau e homenagens.
O encontro também busca fortalecer a economia criativa negra, ampliar a visibilidade de mulheres que atuam na produção cultural e incentivar a criação de redes de colaboração entre comunidades, empreendimentos e instituições.
A proposta integra uma perspectiva de gestão cultural que busca aproximar o MUHCAB das comunidades e valorizar os saberes e as manifestações culturais presentes na Pequena África. Sob a direção de Fernando Zulu, o museu pretende reforçar seu papel como espaço de participação, memória e valorização da cultura afro-brasileira.
A programação é coordenada pela professora e pesquisadora Silviane Ramos, que destaca a importância de reconhecer as potencialidades das mulheres negras e dos territórios onde atuam.
“Mulheres Negras em Estado de Primavera é um convite para que cada mulher reconheça a potência que existe dentro de si. Queremos celebrar não apenas o que produzimos, mas quem somos, de onde viemos e tudo aquilo que podemos florescer coletivamente”, afirma.
Entre as iniciativas participantes está a Odarah Afroturismo, além de artistas, empreendedoras e agentes culturais envolvidos na valorização da ancestralidade e das expressões contemporâneas da cultura negra.
O evento propõe uma reflexão sobre o papel dos museus na preservação da memória e na valorização das comunidades, reconhecendo os territórios negros como espaços de produção de conhecimento, criatividade e transformação social.
A iniciativa acontece na Pequena África, região de grande importância para a história e a memória afro-brasileira no Rio de Janeiro, e convida o público a participar de uma celebração da cultura, da criatividade e do protagonismo das mulheres negras.
