Uma ex-animadora de torcida da Universidade de Kentucky (EUA), que admitiu ter matado o seu filho recém-nascido — cujo corpo sem vida foi encontrado dentro de um saco de lixo num armário da casa em Lexington onde ela vivia com amigas —, foi condenada nesta sexta-feira (16/10) a 10 anos de prisão.
Laken Snelling, de 22 anos, declarou-se culpada, em agosto, perante o Tribunal do Circuito de Fayette, das acusações de homicídio culposo, vilipêndio de cadáver, adulteração de provas materiais e ocultação de nascimento.
Em audiência anterior do caso, Laken afirmou, segundo a emissora WLEX:
“Em vez de ajudá-lo, acabei com a vida dele, e depois limpei tudo e não contei a ninguém.”
A promotoria havia recomendado uma pena de 10 anos de prisão pelo homicídio, além de um ano para cada uma das demais acusações.
Antes de a juíza Diane Minnifield proferir a sentença, o tribunal foi informado de que o bebê se chamava McCoy Cade Hall e que sua família ficou devastada com a sua morte, ocorrida em 27 de agosto de 2025.
“Como avó, você imagina as lembranças que criará com seus netos”, disse uma parente ao tribunal, acrescentando que esperava ansiosamente pelas “primeiras palavras, beijos e todos os pequenos momentos que se tornam lembranças para a vida toda”.
“Você espera ansiosamente vê-los crescer e observar a pessoa em que eles se tornam. No caso de Cade, essas possibilidades foram eliminadas antes mesmo que ele tivesse a chance de vivenciá-las”, finalizou a familiar.
Em tribunal no Kentucky, Laken Snelling se declara culpada de morte do seu bebê
Reprodução
Laken poderá solicitar liberdade condicional após cumprir 85% da pena, informou a Fox 56.
Inicialmente, em abril, Laken havia se declarado inocente, mas, posteriormente, admitiu ter tirado a vida do bebê ao privá-lo de oxigênio.
“Eu estava sob grande estresse emocional e meu bebê chegou inesperadamente”, alegou ela, chorando, no tribunal em agosto.
Laken Snelling quando era animadora de torcida no Kentucky
Reprodução/Facebook
O bebê nasceu vivo e morreu por asfixia, por meios indeterminados, constatou o Instituto Médico Legal de Kentucky. Inicialmente, Laken disse à polícia que o bebê havia caído no chão após o parto, mas que ela não achou que ele estivesse “respirando ou vivo”. Mais tarde, ela mudou sua versão, afirmando que havia desmaiado “em cima do bebê” e, ao acordar, percebeu que ele estava “ficando azul e roxo”.
Segundo documentos judiciais, Laken relatou à equipe médica que o recém-nascido apresentou “um pouco de movimento fetal” e emitiu um “gemido” logo após o nascimento.
Ela também tirou várias fotos durante o trabalho de parto, mas as apagou “na tentativa de ocultar o nascimento”, informou a polícia.
Quem era o pai?
Laken Snelling
Reprodução/Facebook
A identidade do pai do bebê de Laken não foi confirmada publicamente pela Justiça do Kentucky. Duas pessoas foram apontadas pela mídia durante a apuração, sem uma decisão oficial ter sido divulgada: Izaiah Hall, ex-namorado e jogador universitário que cedeu DNA para teste de paternidade na polícia de Lexington, embora o resultado não tenha sido tornado público; e Conner Jordan, jogador de basquete citado devido a registros em redes sociais com Laken, sem confirmação de relação com a gravidez.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/10/ex-animadora-de-torcida-que-matou-seu-recem-nascido-e-o-escondeu-em-armario-e-condenada-a-10-anos-de-prisao.ghtml
Ex-animadora de torcida que matou seu recém-nascido e o escondeu em armário é condenada a 10 anos de prisão
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