O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, esteve na casa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em Brasília, na noite de 20 de agosto de 2025. A visita foi identificada em mensagens recuperadas pela Polícia Federal e divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, neste domingo (11/10).
O encontro ocorreu no mesmo dia em que o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou a autorização legislativa para a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O senador Ciro Nogueira (PP-PI) também aparece nos registros relacionados à reunião.
As mensagens mostram que Vorcaro convidou Flávio para um encontro às 21h. Mais tarde, às 21h47, o senador informou que estava a caminho da residência, localizada no Lago Sul, área nobre da capital federal. Flávio já havia declarado que seus contatos com o ex-banqueiro envolviam conversas sobre o financiamento do filme Dark Horse.
Os registros também indicam que Vorcaro convidou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para se encontrar com ele naquela noite. Em uma mensagem enviada às 22h48, o empresário informou que estava em casa com Ciro Nogueira. Os diálogos, porém, não confirmam que Motta tenha comparecido ao local.
Mensagens mostram preocupação com acesso à casa
Pouco antes da chegada de Flávio, Vorcaro enviou mensagens ao motorista para pedir que fosse avisado sobre a chegada de pessoas e orientar que ninguém entrasse na residência sem autorização. Os trechos divulgados não esclarecem o motivo das instruções nem identificam quem poderia ter chegado ao local.
Até a publicação da reportagem de O Globo, Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira não haviam se manifestado sobre o caso. A assessoria de Hugo Motta afirmou que o contato com representantes do setor privado faz parte da atividade parlamentar e declarou que os diálogos divulgados não demonstram irregularidades na atuação do presidente da Câmara.
A coincidência entre a visita e a sanção da autorização para a negociação entre o Master e o BRB chama a atenção, mas as mensagens divulgadas não comprovam que o negócio tenha sido discutido durante o encontro nem demonstram interferência dos parlamentares na operação financ
