Candidata ao governo, Juliete Pantoja defende retomada da Cedae em entrevista

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(Foto: Reprodução/TV Globo)

A candidata da Unidade Popular (UP) ao governo do Rio de Janeiro, Juliete Pantoja, defendeu a retomada da Cedae e a ampliação da presença do Estado em territórios controlados pelo crime durante entrevista ao programa RJ1. Ela também criticou as privatizações no estado e afirmou que pretende mudar a política de operações nas comunidades.

Ao falar sobre seus projetos para a economia, Pantoja atribuiu o que chamou de “caos na economia” do Rio de Janeiro aos grupos políticos que, segundo ela, se revezam no poder há mais de 30 anos.

“O caos na economia que nós encontramos no nosso estado é produto desses mesmos que hoje são candidatos e do mesmo grupo político que se reveza no poder há mais de 30 anos no nosso estado”, afirmou.

A candidata criticou o aumento de subsídios para empresas e o avanço das privatizações, citando a Cedae, a energia elétrica e o transporte. Segundo ela, esse modelo faz com que a população pague mais caro por serviços de qualidade inferior.

“Por isso nós da Unidade Popular defendemos uma economia socialista, uma economia que ponha fim ao processo de privatizações.”

“Essa consequente política de aumentar os subsídios para as empresas, em que o povo tem que pagar a conta, [e o] avanço das privatizações, como foi o caso da privatização da Cedae, a privatização da energia elétrica, do transporte, fazem com que o povo do Rio de Janeiro tenha acesso a serviços de péssima qualidade e que também pague mais caro o preço”, disse ela.

Juliete também associou as privatizações à desigualdade social:

“Porque o processo de privatização serve justamente para isso: para garantir que uma minoria fique cada vez mais rica, enquanto a população sofre com um serviço cada vez mais precarizado. E a gente tem visto isso”.

A candidata também defendeu investimentos diretos do Estado em saúde e educação, com abertura de concursos públicos e pagamento integral do piso salarial das categorias.

“Defendemos uma economia que tenha investimento direto do Estado na educação e na saúde, garantindo a abertura de concursos públicos para a educação e para a saúde, o pagamento integral do piso salarial dessas categorias e a garantia de uma economia que, de fato, sirva ao povo, e não aos interesses de meia dúzia de muito ricos”, disse ela.

*Com informações do G1

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