O Rio não perde apenas a guerra contra o crime quando o comércio fecha as portas. Perde emprego, circulação de dinheiro e vida nas ruas. Foi justamente nessa ferida que o candidato ao Governo do Estado pelo PL, Douglas Ruas, bateu nesta segunda-feira (14), durante caminhada pelo Méier, na Zona Norte.
Com discurso de enfrentamento ao crime organizado, Ruas prometeu um plano integrado entre Estado, municípios e União para retomar territórios e impedir que criminosos continuem ditando as regras em áreas do Rio.
“Vamos devolver as ruas do Rio para a população de bem do nosso estado através de um plano integrado de retomada dos territórios. Nós não vamos admitir que o crime organizado seja dono ou se intitule como dono de qualquer palmo do território do Estado do Rio”, afirmou.
E o candidato foi além: segurança, para ele, também é política econômica.
No Méier, tradicional polo comercial da Zona Norte, Ruas relacionou o avanço da insegurança ao fechamento de estabelecimentos e à queda na circulação de consumidores. Afinal, de pouco adianta ter comércio, serviço e emprego se o cidadão tem medo de sair de casa — ou de atravessar a rua para comprar.
“O Méier é um centro comercial tradicional da Zona Norte do Rio, e a gente sabe quantas portas de comércio foram fechadas e também sabemos que isso tem uma relação direta com a segurança pública”, disse.
A proposta também mira o efetivo das forças de segurança. Ruas afirmou que, se eleito, pretende convocar já no primeiro mês de governo todos os excedentes aprovados nos concursos das forças de segurança do estado.
A promessa é reforçar o policiamento enquanto prepara novos concursos para alcançar o efetivo previsto na legislação.
“É por isso que nós vamos convocar já no primeiro mês de governo todos os excedentes aprovados nos concursos para as forças de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.
A aposta eleitoral de Ruas é simples de entender: sem segurança, o cidadão se recolhe, o comércio perde movimento, empregos desaparecem e bairros inteiros começam a definhar.
Para o candidato, recuperar o território é, ao mesmo tempo, recuperar a rua, o comércio e a economia.
E a mensagem deixada no Méier foi direta: no projeto de governo de Douglas Ruas, quem manda nas ruas deve ser o Estado — e não o crime organizado.
