Maricá e Rio de Janeiro – Operação Polaridade cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo; Maricá está entre as cidades-alvo
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação Polaridade contra um grupo suspeito de fraudar procedimentos administrativos para comprar armas de fogo e obter registros de CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores).
Os agentes cumprem 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão contra pessoas e empresas no estado do Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo.
No Rio de Janeiro, a operação ocorre na capital e também em Niterói, Duque de Caxias, Macaé, Volta Redonda, São João de Meriti, Maricá, Magé e Pinheiral.
Fraude em registros de CACs entra no foco da investigação
Segundo a Polícia Federal, um colaborador terceirizado que atuava na análise de documentos em Niterói teria participação no esquema. O homem é suspeito de aprovar registros mesmo sem a documentação necessária ou com documentos falsos e incompatíveis com as exigências legais.
A investigação começou depois que a PF encontrou inconsistências na documentação apresentada por diferentes requerentes. Entre os indícios, os agentes identificaram documentos repetidos em processos de pessoas distintas.
A análise também apontou o uso de comprovantes de residência falsificados e irregularidades em certificados técnicos apresentados pelos interessados.
Compra de armas também aparece na investigação
De acordo com a Polícia Federal, alguns documentos irregulares teriam relação com processos para aquisição de armas de fogo, inclusive equipamentos de uso restrito.

Os investigadores também encontraram documentos relacionados a armas de fogo que uma operação policial apreendeu anteriormente.
A PF, porém, não informou qual operação realizou essas apreensões.
Operação Polaridade tem ação em Maricá
Maricá está entre as cidades do estado onde os agentes federais realizam diligências nesta quarta-feira. A operação também alcança municípios da Região Metropolitana e do interior do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal não divulgou os nomes dos alvos da investigação. Por isso, a reportagem não conseguiu localizar as respectivas defesas.
A investigação continua para esclarecer a extensão do esquema e identificar outros possíveis envolvidos.
