Campos já financiou 27 táxis com linha de crédito municipal a juros de 2% ao ano

Boletim RJ
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Experiência de Campos mostra alternativa de política municipal voltada à renovação da frota de táxis. Foto: Prefeitura de Campos

Uma linha de crédito criada em Campos dos Goytacazes para ajudar taxistas a comprar ou trocar de carro já financiou 27 veículos desde o início do programa. O Fundetáxi oferece até R$ 50 mil por profissional, com juros de 2% ao ano e prazo de até quatro anos para pagamento.

Ao todo, R$ 1,35 milhão já foram liberados pelo Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam). Outros pedidos ainda estão em análise.

O modelo chama atenção principalmente pelas condições de acesso ao financiamento. Em vez de exigir um fiador, o programa permite que o próprio automóvel adquirido seja usado como garantia do empréstimo.

A iniciativa surgiu a partir da Lei nº 9.577/2024, conhecida no município como Lei do Táxi. A legislação foi aprovada no fim de 2024, e a linha de crédito entrou em funcionamento em fevereiro de 2025. O primeiro carro financiado foi entregue três meses depois, em maio.

Além de facilitar a compra de veículos por profissionais que já atuam no setor, o programa também alcança histórias de mudança de profissão. Um dos beneficiados mais recentes é Sidinei Nascimento, que trabalhou durante anos como frentista.

Foi justamente no posto de combustíveis que ele percebeu a procura pelo transporte de táxi e decidiu entrar na atividade. A profissão acabou se espalhando pela família: a esposa e o filho de Sidinei também se tornaram taxistas.

Agora, ele recebeu um novo veículo adquirido com recursos do Fundetáxi. A família acompanhou a entrega das chaves.

Segundo a agente de crédito Ana Carolina Vasconcelos, o Fundecam acompanha os interessados desde a análise da documentação até a conclusão do financiamento.

“Nosso papel é desburocratizar o acesso a esse recurso e garantir um atendimento humanizado. Ver que já chegamos a 27 veículos entregues mostra que estamos oferecendo condições justas e reais para que esses profissionais possam trabalhar com mais dignidade, segurança e rentabilidade”, afirmou.

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