Macaé passa a permitir sepultamento de pets em jazigos de família

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O amigo do peito juntinho para a eternidade. A cidade de Macaé, no Norte Fluminense, passou a autorizar o sepultamento de animais de estimação no jazigo das famílias de seus tutores. A primeira despedida no novo formato aconteceu em julho, quando uma aposentada de 64 anos foi sepultada ao lado do poodle que criou por 20 anos.
Segundo o Município, só é permitido o enterro de cães e gatos — caracterizados como animais de estimação — em jazigos que pertençam à família ou a parentes, em cemitérios públicos e privados de Macaé.

— Por enquanto, autorizamos apenas esses animais. Pode ser de pequeno, médio ou grande porte, desde que a família tenha um jazigo ou uma gaveta própria — explica Elias Jorge de Souza, secretário municipal de Cemitérios da cidade.
Não há cobrança de taxa diferenciada para o sepultamento dos pets. Basta que haja espaço na sepultura ou na gaveta. A aquisição da caixa ou urna funerária para acomodar o corpo do animal é de responsabilidade da família, que deve informar no cemitério a vontade de sepultar o bichinho junto com o dono.
Para aqueles bichinhos que se vão depois dos donos, é possível abrir o jazigo posteriormente para que o bichinho possa descansar junto com seu humano.
Pela lei, o compartimento deve respeitar as normas sanitárias, e a principal exigência é a apresentação de um laudo, assinado por um médico veterinário inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária e escolhido pelos parentes, atestando que a morte do pet não ocorreu por doença infecciosa.
— Não há burocracia, mas isso é importante para evitar contaminação e preservar a saúde de todos — reforça o secretário.
Marina Regina e seu cachorro Tiesto: juntinhos para sempre
Divulgação / Macaé
O primeiro sepultamento nesse formato reuniu parentes e amigos no Memorial da Igualdade, no bairro Virgem Santa, para a despedida da aposentada Maria Regina Bocampagni Izidoro, de 64 anos, enterrada ao lado do poodle Tiesto, de 20 anos. Os dois morreram com 2 horas de diferença.
— Era um desejo da minha mãe. Ela viveu para ele e ele viveu por ela. Os dois devem estar felizes agora. Eles eram o amor da vida um do outro — conta a filha, Liliane Bocampagni.
Foi uma amizade que durou duas décadas, e o desejo da mãe de permanecer ao lado do companheiro de tantos anos foi realizado.
— É um conforto para a família poder realizar o desejo de quem parte. E está me fazendo bem falar sobre isso e ver a história de amor incondicional pelo filho de quatro patas virar um legado e ser contada para todo mundo — diz Liliane.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/cidades/macae/noticia/2026/08/macae-passa-a-permitir-sepultamento-de-pets-em-jazigos-de-familia.ghtml

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