Paes começa campanha entre católicos e evangélicos e mira segurança no Rio

Tempo de leitura: 4 min


Candidato ao governo do Rio abre campanha na Igreja da Penha, sobe 382 degraus. Depois vai a monte evangélico e ataca grupo de Castro

Eduardo Paes decidiu começar sua corrida ao Palácio Guanabara fazendo um aceno direto a dois dos maiores segmentos religiosos do eleitorado fluminense. Na manhã deste domingo, o candidato do PSD abriu oficialmente sua campanha na Igreja da Penha, na Zona Norte do Rio, e, depois da missa, seguiu para o Monte Sinai, em Duque de Caxias, em uma agenda que aproxima o ex-prefeito tanto do eleitor católico quanto do evangélico.

A estratégia não foi por acaso. Católicos e evangélicos somam cerca de 70% da população do estado, segundo o Censo, e Paes fez questão de deixar claro que pretende conversar com os dois públicos.

Ao lado da mulher, Cristine, da candidata a vice, Jane Reis (MDB), e do marido dela, o pastor Rafael Corato, Paes encarou os 382 degraus até o santuário e participou da missa das 7h. Na chegada, ainda tomou cafezinho, cumprimentou eleitores e entrou no clima de campanha. “Tenho respeito a todas as religiões. Isso é fundamental”, afirmou Paes, ao explicar também a escolha de visitar um monte evangélico.

O candidato destacou que sua vice é evangélica, da Baixada Fluminense e casada com um pastor. A mensagem política é clara: Paes quer ampliar seu eleitorado para além de sua tradicional base na capital e avançar sobre a Baixada e o interior do estado.

Segurança vira a grande aposta eleitoral

Depois da missa, Paes colocou a segurança pública no centro do discurso e classificou o tema como seu “principal desafio” caso volte a comandar o estado. O ex-prefeito prometeu “reconstruir” um Rio que considera “destruído” e aproveitou o primeiro ato oficial para atacar diretamente o grupo político ligado ao governador Cláudio Castro.

“O crime organizado estava dentro do Palácio Guanabara e da Alerj”, disparou.A segurança deverá ser uma das principais vitrines da disputa pelo governo do Rio. Paes tenta transformar o medo da violência, que hoje aparece como uma das maiores preocupações dos fluminenses, em uma das principais bandeiras de sua campanha.

Da Penha para a Baixada

A segunda parada da campanha também teve forte peso político. Paes seguiu para Duque de Caxias, justamente a cidade de origem política de Jane Reis, sua candidata a vice e irmã do ex-prefeito Washington Reis.

A movimentação reforça a tentativa de Paes de construir uma imagem de candidato estadual — e não apenas de ex-prefeito do Rio. A agenda também reuniu nomes de sua base política, como Pedro Paulo, Renan Ferreirinha, Salvino Oliveira e Daniel Soranz, além de outros candidatos da coligação.

A petista Benedita da Silva, candidata ao Senado pela aliança, não participou do primeiro ato porque estava em São Paulo acompanhando o início da campanha de Lula.

Terceira tentativa de chegar ao Guanabara

Esta é a terceira vez que Paes disputa o governo do Rio. Ele concorreu em 2006 e voltou à disputa em 2018, quando acabou derrotado por Wilson Witzel. Se depender da largada, a campanha de Paes começou com uma mensagem bem definida: da Igreja da Penha ao monte evangélico, o candidato quer falar com o eleitor religioso — e, ao mesmo tempo, transformar a crise da segurança no principal campo de batalha da eleição.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/politica/16/08/2026/paes-comeca-campanha-entre-catolicos-e-evangelicos-e-mira-seguranca-no-rio

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *