Policiais civis prenderam homens durante operação contra TCPReprodução
Para atrapalhar a operação, criminosos sequestraram um ônibus da linha 737 (Santíssimo x Cascadura) para usar como barricada, na Estrada do Taquaral, na Vila Aliança.
A ação das polícias Civil e Militar acontece com base em apurações da 14ª DP (Leblon) e da 34ª DP (Bangu), que identificaram atuação de traficantes na região. As equipes buscam cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.
Por causa da informação de possíveis esconderijos para investigados de envolvimento na morte do policial Carlos Freire Neto, agentes do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP) também participam das diligências.
Os policiais ainda atuam para coibir práticas ilegais que afetam moradores da região, como cobranças indevidas relacionadas a serviços de internet, televisão e outras atividades comerciais exploradas por criminosos.
Durante as buscas, as equipes encontraram uma central clandestina de estelionato. De acordo com a Polícia Civil, os golpistas se passavam por funcionários da Caixa Econômica.
A ação conta ainda com o apoio de unidades dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), de Polícia da Capital (DGPC) e de Polícia do Interior (DGPI), além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do 14º BPM (Bangu) da Polícia Militar.
Até o momento, dois homens foram presos por policiais civis. Policiais militares prenderam três suspeitos e apreenderam dois fuzis e drogas.
Impactos
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), três unidades de Atenção Primária e um Centro de Atenção Psicossocial suspenderam o funcionamento para a segurança de profissionais e usuários. Uma outra unidade paralisou o início do atendimento e avalia a possibilidade de abertura nas próximas horas.
– 731 (Campo Grande x Marechal Hermes);
– 737 (Santíssimo x Cascadura);
– 746 (Jabour x Cascadura);
– SV790 (Campo Grande x Cascadura);
– 803 (Jabour x Taquara);
– 926 (Senador Camará x Penha).
Morte de policial
Lideranças do Muquiço
A região tem como principal líder criminoso Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, conhecido como Coronel do Muquiço. Ele foi preso em junho deste ano no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, ainda na Zona Norte, onde estava internado para tratar uma infecção. Coronel possui anotações por homicídio, tráfico de drogas e lesão corporal, sendo considerado de altíssima periculosidade pelas forças de segurança.
Outro nome que exerce liderança e que pode ter coordenado o ataque aos policiais é Carlos Eduardo Barros de Oliveira, o Grisalho. Oriundo do Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, ele também é apontado pelas autoridades como integrante de uma quadrilha especializada em roubos de carga. Contra ele há 14 mandados de prisão em aberto, um deles por homicídio.

