O ordenamento prometido pela prefeitura do Rio na orla da Zona Sul da cidade teve início nesta quinta-feira. Com a implementação do programa Tolerância Zero, a rotina das praias mudou, principalmente a presença de ambulantes. Na areia, é notório o sumiço de vendedores de milho-cozido e de queijo coalho, por exemplo. Já na pista próxima aos prédios, foram os vendedores de quentinha que desapareceram.
Choque de ordem na praia: Operação Tolerância Zero começa nesta quinta no Rio
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Na Avenida Atlântica, no Leme, próximo à Praça Heloneida Studart, uma vendedora de quentinhas, que fica parada próximo aos carros estacionados, foi abordada por uma equipe da prefeitura, que recolheu a comida. Mais à frente, pontos em que normalmente há a comercialização de quentinhas estavam vazios.
O Tolerância Zero promete ordenar a orla, com fiscalizações entre os prédios e a faixa de água da orla da Zona Sul, entre o Leme e o Leblon. Duplas de agentes da Secretaria de Ordem pública (Seop) ficarão posicionados em acessos à orla. Por lá, irão reter produtos sem procedência comprovada.
Tolerância Zero: começa programa de ordenamento da orla da Zona Sul do Rio
No caso de vendedores de milho e queijo coalho, há ainda a proibição, por meio de um decreto do ano passado, a comercialização com uso de gás ou carvão. Espetinhos também são proibidos.
— Não vou conseguir trabalhar hoje — desabafou o vendedor de churros José Wilton.
Trabalhando na praia de Ipanema entre tarde e noite, José esteve no local pela manhã para acompanhar o início da fiscalização. Ele chegou a se ajoelhar diante de funcionários da prefeitura ao pedir por diálogo.
A cena ocorreu durante a abordagem de uma artesã, na Avenida Vieira Souto, altura da Rua Teixeira de Melo. Houve bate boca entre ambulantes. A vendedora de artesanato, que preferiu não se identificar, disse que irá migrar para a Praça General Osório.
O início da operação também fez desaparecerem — pelo menos por toda a manhã — vendedores de caipirinha da areia, assim como o aluguel de bicicletas elétricas no calçadão.
Quem se manteve trabalhando normalmente foi o vendedor de mate Artur Jorge Silva, que atua no Arpoador há 20 anos. Ele conta que, após um passado de muita repressão à categoria, o grupo atualmente trabalha com licenças, desde que a profissão se tornou patrimônio cultural carioca, em 2012. Agora, ele defende que a prefeitura consiga uma forma de legalizar outras atividades.
— São trabalhadores. Tinha que arrumar um meio de legalizar os outros ambulantes, evitaria confronto e tumulto. Todo mundo precisa trabalhar — opina.
Grades em Copacabana e no Arpoador
A maior concentração de agentes da Seop e da Guarda Municipal está em Copacabana, onde, além dos que se instalaram nas esquinas das transversais com a orla, também há pelo menos dez viaturas estacionadas diante do Hotel Copacabana Palace, numa espécie de base.
Um caminhão baú com apreensões também está instalado no local, com carrinhos e isopores apreendidos. Um funcionário da Seop informou que três caminhões cheios de apreensões foram usados desde a madrugada até o fim da manhã.
A prefeitura também instalou grades em algumas calçadas para reduzir espaço e facilitar a fiscalização em alguns acessos à praia. Os equipamentos estão concentrados em vias próximas ao Posto 3 de Copacabana — ruas Santa Clara, Figueiredo e Magalhães, Siqueira Campos e República do Peru. Também há grades nos acessos de pedestres da praia do Arpoador.
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Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/07/como-foi-o-primeiro-dia-da-tolerancia-zero-na-orla-do-rio.ghtml
Como foi o primeiro dia da Tolerância Zero na orla do Rio

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