A investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou, em relatório preliminar, que os dois helicópteros que colidiram em 14 de junho, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, usavam a mesma rota no momento que aconteceu o acidente que matou seis pessoas.
De acordo com o Cenipa, um dos helicópteros não era controlado pelo radar, e os pilotos se comunicavam pela frequência usada para a autocoordenação entre aeronaves, que não é monitorada pelos órgãos de controle e cujas comunicações não são gravadas.
Entre as vítimas da colisão entre os helicópteros estavam o cantor americano Oliver Tree e o influenciador argentino Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi. Também morreram os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, o cineasta argentino Lucas Vignale e o DJ e produtor musical brasileiro Lucas Frota.
Documento é preliminar e investigação segue para identificar as causas da colisão
Um dos pontos considerado relevante pelos investigadores é que apenas um dos helicópteros foi acompanhado pelos radares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab). O documento afirma que “não houve detecção da aeronave PP-MAC pelos radares durante todo o período em que a aeronave esteve em voo”. Já o PR-DJJ teve a trajetória registrada até instantes antes da colisão. A “última posição radar conhecida do PR-DJJ ocorreu às 11h57 (UTC), quando a aeronave mantinha cerca de 800 ft de altitude radar e 108 kt de velocidade”.
O relatório preliminar também esclarece que nenhum dos helicópteros possuía gravadores de voz da cabine (CVR) ou de dados de voo (FDR). De acordo com o documento, “não havia requisito para a instalação desses equipamentos em nenhuma das aeronaves”. O PR-DJJ, entretanto, era equipado com outros sistemas eletrônicos, entre eles um gravador de imagens, um sistema de alerta de tráfego e um GPS portátil.
As condições meteorológicas também foram analisadas. Segundo o Cenipa, “as condições meteorológicas para ambas as aeronaves eram favoráveis ao voo visual nas altitudes propostas, não havendo restrições de visibilidade horizontal ou vertical”.
Com informações do “Jornal O Globo”.
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